O Ministério dos Portos e Aeroportos lançou nesta segunda-feira (31) uma nova política para padronizar o uso de biometria em aeroportos, portos e hidrovias de todo o país.
A medida busca reforçar a segurança e agilizar a identificação de passageiros e trabalhadores, com embarques mais rápidos tanto em voos domésticos quanto internacionais.
O que muda com a nova política
As diretrizes do Ministério dos Portos e Aeroportos preveem a padronização dos procedimentos de identificação e autenticação biométrica em todo o país, além da integração entre os diferentes sistemas de informação usados por aeroportos, portos e hidrovias.
Segundo a pasta, comandada pelo ministro Silvio Costa Filho, o objetivo é adotar soluções que tornem as viagens mais fluidas, com menos etapas de contato físico durante o embarque — tanto em voos domésticos quanto internacionais.
A proposta se soma a outra frente do governo federal: em julho de 2025, o presidente Lula assinou decreto que tornou obrigatória a identificação biométrica para acesso a benefícios sociais, sinalizando a intenção de expandir o sistema a outros setores públicos.
Detalhes ainda em aberto
Os detalhes completos da política serão apresentados em coletiva de imprensa marcada para as 15h desta segunda-feira, na sede do Ministério dos Portos e Aeroportos, em Brasília. Até o momento, o governo não divulgou cronograma de implementação nem prazo para que aeroportos e portos adotem os novos padrões.
A expansão da biometria no setor de transportes ocorre em meio a atrasos em outras frentes do mesmo tipo de tecnologia. Para o acesso a benefícios sociais, por exemplo, a obrigatoriedade da biometria já foi adiada duas vezes e só deve entrar em vigor em janeiro de 2027.
Esta reportagem está em atualização e será complementada assim que novas informações forem divulgadas pelo ministério.