Donald Trump anunciou nesta segunda-feira (24) que as tarifas dos Estados Unidos sobre carros, caminhões, autopeças e aço vindos do Canadá subirão para 50% a partir de 1º de janeiro de 2027.
Em publicação nas redes sociais, o presidente acusou o país vizinho de explorar economicamente os Estados Unidos e declarou que o Canadá “não será mais tratado como um Estado” pelo governo americano.
Escalada tarifária contra o Canadá
A nova alíquota de 50% amplia uma escalada que já vinha se desenhando ao longo de mais de um ano. Em julho de 2025, o Canadá figurava entre os países notificados por Trump com uma tarifa de 35% dentro de um pacote de taxas globais, patamar que agora salta para a metade do valor dos produtos importados.
O setor automotivo também já vinha sendo mirado antes deste anúncio. Em setembro de 2025, o governo americano impôs uma tarifa de 25% sobre caminhões pesados, alegando concorrência desleal — decisão que antecipava a pressão hoje ampliada sobre uma cadeia produtiva historicamente integrada entre os dois países.
Ao afirmar que o Canadá “não será mais tratado como um Estado”, Trump reforça o tom de ruptura que passou a marcar a relação comercial entre Washington e Ottawa.
Setor automotivo sob pressão
Carros, caminhões, autopeças e aço são categorias sensíveis na relação comercial entre Estados Unidos e Canadá, dado o alto grau de integração das cadeias produtivas do setor automotivo entre os dois países. Uma tarifa de 50% sobre esses itens tende a elevar custos de produção em ambos os lados da fronteira, afetando montadoras e fornecedores que operam de forma binacional.
Até a publicação desta reportagem, o governo canadense não havia se manifestado sobre o anúncio. A medida está prevista para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2027, e reações de autoridades comerciais e do setor industrial são esperadas nos próximos dias. Esta é uma reportagem em atualização.