Economia

Trump impõe tarifas globais e planeja novas taxas para agosto

Medidas afetam produtos como aço, alumínio e automóveis e incluem ameaças a diversos países a partir de 1º de agosto

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, implementou uma tarifa básica de 10% sobre todas as importações para o país. Além disso, taxas específicas foram aplicadas a produtos como aço, alumínio e automóveis, e novas tarifas estão previstas para entrar em vigor em 1º de agosto, atingindo setores e países variados.

As medidas fazem parte de uma guerra comercial global promovida por Trump, que busca proteger a indústria americana e pressionar parceiros internacionais.

Tarifas atuais sobre produtos

Entre as tarifas já em vigor, destacam-se as taxas de 50% sobre aço e alumínio e de 25% sobre automóveis e peças de automóveis. Essas medidas têm impacto direto na cadeia produtiva e nos preços desses setores.

Produtos sob ameaça de novas tarifas

Para o dia 1º de agosto, estão previstas tarifas de 50% sobre cobre, até 200% sobre farmacêuticos, 25% ou mais para semicondutores e 100% para filmes. Outros setores ameaçados incluem madeira, minerais críticos, aeronaves, motores e peças.

Tarifas direcionadas a países

Alguns países já enfrentam tarifas específicas: o Canadá paga 10% sobre produtos energéticos e 25% sobre itens fora do USMCA; o México enfrenta 25% sobre produtos não cobertos pelo acordo; a China é alvo de 30% e taxas adicionais; o Reino Unido tem 10%, com isenções para automóveis e metais; e o Vietnã paga 20% sobre alguns produtos e 40% sobre cargas de navios.

Novas tarifas previstas para agosto

A partir de 1º de agosto, diversos países poderão ser afetados por novas tarifas. Entre eles, destacam-se: Brasil (50%), África do Sul, Argélia, Bósnia e Herzegovina, Iraque, Líbia e Sri Lanka (30%), Bangladesh (35%), Brunei, Cazaquistão, Coreia do Sul, Japão, Malásia, Moldávia e Tunísia (25%), Camboja e Tailândia (36%), Filipinas (20%), Indonésia (32%), Laos e Mianmar (40%), Sérvia (35%), União Europeia (30%) e Canadá (35%).

Essas medidas ampliam o alcance da política tarifária de Trump e podem gerar novas tensões comerciais, afetando cadeias globais de suprimentos e relações diplomáticas.