Economia

Dólar sobe nesta segunda-feira com petróleo em alta e Irã no radar

Irã lista exigências para reabrir Estreito de Ormuz e eleva tensão nos mercados
Barris de petróleo e Estreito de Ormuz: cenário que explica por que o dólar sobe hoje com petróleo

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (10) em leve alta, subindo 0,04% por volta das 9h10 e cotado a R$ 5,0857. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

O movimento acompanha a nova alta do petróleo, pressionado pelas incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, depois de o Irã divulgar, no fim de semana, uma extensa lista de exigências aos Estados Unidos para liberar o tráfego de navios pela rota.

Irã condiciona reabertura do Estreito de Ormuz

Pelo Estreito de Ormuz passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo, o que torna qualquer sinal sobre o bloqueio um termômetro direto para os preços de energia. No fim de semana, o Irã apresentou uma lista de exigências aos Estados Unidos como condição para permitir a volta da navegação pelo canal, segundo informações do jornal americano The New York Times, com base em declaração veiculada pela mídia estatal iraniana.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que o país e o Omã estão “muito perto” de um acordo para uma nova rota de navegação pelo Estreito. Entre as contrapartidas cobradas pelos americanos estão o abandono do programa nuclear iraniano, a garantia de segurança da navegação na região e o acesso a ativos congelados condicionado ao fim do enriquecimento de urânio.

O impasse não é inédito. O ultimato de Trump ao Irã — “acordo ou rendição total” — não é de hoje: em abril, o presidente americano já adotava o mesmo tom duro enquanto Fed e Copom decidiam simultaneamente sobre juros. Já em maio, o Irã havia apresentado uma lista de exigências semelhante para reabrir o Estreito de Ormuz, e a Casa Branca avaliou a proposta sem ceder a nenhuma das condições, como mostra cobertura da época.

Agenda de inflação e bolsas asiáticas no radar

Além do noticiário sobre o Oriente Médio, o mercado também monitora a agenda de inflação. Depois de os dados de emprego nos Estados Unidos virem abaixo do esperado na sexta-feira, o próximo indicador de preços americano deve trazer novos sinais sobre os passos do Federal Reserve na condução dos juros. No Brasil, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central também é aguardada pelos investidores.

Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em alta nesta segunda-feira, em meio à avaliação de novos dados de produção industrial da China e ao compromisso do banco central chinês, em seu plano quinquenal, de manter a taxa de câmbio do iuan estável e ampliar o uso da moeda em transações internacionais. O CSI 300 avançou 0,16%, o índice de Xangai subiu 0,25%, o Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 1,05%, o Nikkei, do Japão, saltou 2,08%, e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 0,65%.

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