Economia

Dólar abre acima de R$ 5 com impasse EUA-Irã e IPCA-15 no radar

Irã propõe condições para reabrir Estreito de Ormuz; Casa Branca avalia oferta sem ceder
Estreito de Ormuz e barris de petróleo representam impasse EUA-Irã e dólar acima de R$ 5

O dólar abriu a terça-feira (28) acima dos R$ 5, cotado a R$ 5,0073 com alta de 0,49% às 9h03. O movimento reflete o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã, que contém o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz e trava o apetite por risco nos mercados globais.

No Brasil, o foco do dia é o IPCA-15 de abril — prévia da inflação oficial —, com expectativa de alta de 0,95% no mês e 4,45% em 12 meses, dado que deve influenciar o mercado de juros.

O Irã apresentou nesta segunda-feira uma nova proposta para reabrir o Estreito de Ormuz à navegação. As condições incluem o encerramento do bloqueio aos portos iranianos, o fim da guerra e o adiamento das negociações sobre enriquecimento de urânio. O bloqueio naval americano havia sido decretado em 13 de abril, após 21 horas de negociações fracassadas no Paquistão — é justamente esse cerco que Teerã agora exige encerrar para liberar a passagem.

A Casa Branca afirmou que avalia a oferta, mas manteve suas exigências inalteradas. Segundo o The Wall Street Journal, Trump e sua equipe devem apresentar resposta ou contraproposta nos próximos dias.

No fim de semana, o presidente americano cancelou a viagem de enviados que participariam das tratativas e declarou que o Irã deveria buscar Washington quando estivesse pronto para um acordo. Em paralelo, o chanceler iraniano viajou à Rússia para se reunir com Vladimir Putin — aliado de Teerã —, enquanto o Paquistão, mediador do processo, garantiu que o diálogo continua.

Petróleo e Focus pressionam ativos

O Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo e gás do Golfo Pérsico, opera com baixo volume de navios. A incerteza sobre possíveis interrupções no fornecimento elevou o barril do Brent a US$ 106,47 nesta segunda — alta de cerca de 1% —, após atingir US$ 108,50 no início da sessão.

O Boletim Focus de segunda-feira reforçou o quadro de pressão. A projeção do IPCA para 2026 subiu de 4,80% para 4,86%, e a de 2027 avançou de 3,99% para 4%. Mesmo assim, o mercado manteve a Selic em 13% ao fim de 2026, sinalizando cortes ao longo do ano. A estimativa para o PIB recuou de 1,86% para 1,85%, e a do dólar ao fim deste ano cedeu de R$ 5,30 para R$ 5,25.

Não é a primeira vez que o impasse EUA-Irã empurra o câmbio além de R$ 5: na sexta-feira (24), o dólar já havia rompido essa barreira com Trump endurecendo o tom e o Pentágono estimando até seis meses para limpar as minas do Estreito.

Bolsas globais sem direção clara

Wall Street fechou dividida na segunda-feira. O S&P 500 avançou 0,12%, para 7.173,93 pontos, e o Nasdaq subiu 0,20%, para 24.887,10 pontos. O Dow Jones cedeu 0,13%, aos 49.167,79 pontos.

Na Europa, o STOXX 600 recuou 0,3%, com DAX (-0,19%), CAC 40 (-0,19%) e FTSE 100 (-0,56%) no vermelho. Na Ásia, o desempenho foi misto: Nikkei subiu 1,38% e KOSPI avançou 2,15%, enquanto Hang Seng caiu 0,20%.

Para esta terça, além do IPCA-15, os mercados americanos acompanham os índices de confiança do consumidor e os dados de estoques de petróleo — fatores que podem ampliar a volatilidade no câmbio e nas commodities ao longo do dia.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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