O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou nesta semana o Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional para monitorar fake news e o uso indevido de inteligência artificial nas eleições 2026.
Formado por especialistas em tecnologia, segurança pública e comunicação social — ainda não definidos e sem remuneração —, o colegiado vai assessorar o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, no combate à desinformação até dezembro.
Como vai atuar o novo conselho
O colegiado reunirá especialistas em tecnologia e inteligência artificial, segurança pública e criminalidade organizada, e comunicação social, entre outras áreas. Os nomes ainda não foram definidos pelo TSE, e a participação será voluntária, sem remuneração.
Entre as atribuições previstas, o conselho vai assessorar Nunes Marques em ações de combate à desinformação durante o período eleitoral, com encontros marcados para ocorrer pelo menos uma vez por mês até dezembro.
A iniciativa não é isolada: menos de duas semanas antes, o TSE já havia exigido que plataformas digitais com mais de 5 milhões de usuários apresentem planos de conformidade até 16 de agosto para conter conteúdos falsos e redes de perfis inautênticos.
Por que o TSE decidiu agir agora
A criação do conselho responde a um cenário já mensurado: levantamento do Observatório IA nas Eleições apontou alta de 50% na produção diária de conteúdo gerado por inteligência artificial na pré-campanha, com 45% das peças contendo informações falsas.
Pré-candidatos já usam ferramentas de IA para produzir jingles, sátiras e ataques a adversários, o que ampliou a preocupação da Justiça Eleitoral com deepfakes e desinformação em larga escala antes mesmo do início oficial da campanha.
Com o novo colegiado, o TSE busca antecipar respostas institucionais a um problema que tende a se intensificar conforme as eleições de outubro se aproximam.