Política

TSE cria comissão permanente para governar uso de IA nas eleições

Grupo vai padronizar contratação de ferramentas, criar catálogo nacional e coordenar combate à desinformação em 2026
Nunes Marques em retrato oficial com TSE ao fundo, governança de inteligência artificial nas eleições 2026

O Tribunal Superior Eleitoral ganhou um novo instrumento para conduzir sua estratégia digital. O ministro Kassio Nunes Marques criou uma comissão permanente para definir como a Justiça Eleitoral vai desenvolver e contratar ferramentas de IA nas eleições de 2026.

O grupo reúne representantes do TSE e dos tribunais regionais eleitorais, com mandato para padronizar o uso da tecnologia, organizar o compartilhamento entre as cortes e coordenar o combate à desinformação no pleito.

O que a comissão vai fazer

Entre as atribuições definidas estão a criação de padrões para a contratação e o desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial, a organização do compartilhamento dessas tecnologias entre os tribunais e a elaboração de um catálogo nacional com as soluções já em uso pela Justiça Eleitoral.

O colegiado também ficará responsável por acompanhar parcerias com universidades e instituições especializadas em IA e perícia de ilícitos digitais. Especialistas de fora do sistema eleitoral poderão ser convocados para colaborar com os trabalhos, sem remuneração.

A iniciativa integra o conjunto de medidas que o TSE prepara para enfrentar conteúdos falsos ou manipulados durante a campanha. A comissão se soma às regras já aprovadas em maio, que obrigam a rotulagem de conteúdos criados com IA e proíbem a circulação desse material nas 72 horas anteriores ao voto.

O que já está regulado

O uso de IA na propaganda eleitoral já tem regras vigentes. O material criado ou alterado com a tecnologia deve informar, de forma destacada, a origem artificial e identificar qual ferramenta foi utilizada.

A circulação de conteúdos gerados por IA está proibida nas 72 horas anteriores à eleição e nas 24 horas posteriores à votação — uma janela que cobre o período mais sensível do processo eleitoral.

Plataformas de inteligência artificial também não poderão recomendar candidatos nem elaborar rankings de candidaturas, mesmo diante de solicitação explícita do usuário.

O cenário que motivou a criação da comissão já tem contornos práticos: ao menos seis das 59 representações eleitorais protocoladas em 2026 envolvem diretamente o uso de inteligência artificial, sinal de que a disputa pelo controle narrativo digital chegou ao campo jurídico.

A presença de especialistas externos — pesquisadores e peritos independentes — indica que o TSE reconhece os limites técnicos internos para lidar com um fenômeno que muda rapidamente. A composição mista deve ampliar a capacidade da Corte de identificar violações e avaliar ferramentas antes de adotá-las oficialmente.

Com as eleições de 2026 se aproximando, a comissão entra em cena como o principal mecanismo institucional para garantir que as regras de IA eleitoral não fiquem apenas no papel — e que o sistema de Justiça Eleitoral chegue ao pleito com protocolo unificado.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Sam Altman discute IA fora de controle com senadores dos EUA

Ventos fortes de até 124 km/h matam duas pessoas no Sul e Sudeste

Estudo mapeia 48 zonas de sementes para blindar florestas do clima futuro

NASA prepara lançamento do telescópio Roman para 30 de agosto