O BNDES aprovou nesta terça-feira (14) um financiamento de R$ 279 milhões para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Embraer, uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo.
Os recursos serão aplicados em estudos e novas tecnologias voltadas aos modelos de aeronaves já fabricados pela empresa, com sede em São José dos Campos (SP).
O banco define o aporte como parte de uma estratégia para fortalecer a inovação aeronáutica e ampliar a competitividade da indústria brasileira no mercado externo.
Presença global com raízes no interior paulista
A Embraer opera nos segmentos de aviação comercial, executiva, agrícola e de defesa, com a maior parte da produção destinada ao mercado externo. A empresa emprega mais de 21 mil pessoas no país, com fábricas no interior de São Paulo e centros de engenharia em Minas Gerais e Santa Catarina.
Em 2025, a fabricante registrou receita de R$ 41,9 bilhões — o maior resultado da história da companhia —, impulsionado principalmente pelos segmentos de aviação executiva e defesa.
Crédito público direcionado a setor estratégico
De acordo com o BNDES, o financiamento de R$ 279 milhões será usado em pesquisas voltadas a aprimorar tecnologias aplicáveis diretamente aos modelos já em produção. A iniciativa reflete a prioridade do banco em direcionar crédito a setores industriais com alto potencial exportador e capacidade de geração de empregos qualificados no país.
O banco destaca que o investimento integra uma estratégia de política industrial para ampliar a inserção da aviação nacional no mercado internacional, setor em que o Brasil ocupa posição de destaque graças à Embraer.
Momento de forte expansão operacional
O financiamento chega em um momento de desempenho operacional expressivo: no primeiro trimestre de 2026, a Embraer entregou 44 aeronaves — alta de 47% sobre o mesmo período de 2025, com dez aviões comerciais entregues no trimestre, incluindo três unidades do E195-E2, o maior modelo atualmente em produção no segmento comercial da empresa.
A aposta em inovação vai além das aeronaves convencionais: a Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, já acumula 50 voos de teste com seu eVTOL e avança para a certificação pela Anac, com operações comerciais previstas para 2027. O desenvolvimento do veículo aéreo elétrico é um dos vetores de diversificação tecnológica do grupo, reforçando a posição da empresa como referência em inovação aeronáutica global.