O BNDES aprovou nesta segunda-feira (3) financiamento de até R$ 3,7 bilhões para que a Embraer exporte 19 jatos E195-E2 à companhia aérea canadense Porter Aviation Holdings.
É a primeira operação de financiamento direto do banco para exportação de aeronaves brasileiras a uma empresa do Canadá, com garantia de entrega até 2030.
O montante aprovado varia entre R$ 3,3 bilhões e R$ 3,7 bilhões e cobre parte da encomenda total de 75 aeronaves fechada pela Porter junto à fábrica de São José dos Campos (SP). O crédito tem cobertura do Seguro de Crédito para a Exportação do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), operado pela Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF).
Encomenda soma 75 jatos, 54 já entregues
A encomenda global da Porter integra um plano de expansão iniciado em 2023. Das 75 aeronaves compradas, 54 já foram entregues, incluindo três jatos viabilizados por um acordo direto firmado com o BNDES no fim de 2025. A entrega mais recente aconteceu em junho deste ano, na sede da fabricante no Vale do Paraíba.
A Porter Airlines usa o E195-E2 para conectar destinos no Canadá, nos Estados Unidos, no México, no Caribe e na América Central. Para o BNDES, o aporte tem como objetivo sustentar o ritmo de produção da fábrica nacional e preservar empregos no setor aeronáutico.
A operação reforça o papel da Embraer como maior exportadora brasileira de bens de alto valor agregado, com mais de 9 mil aeronaves entregues desde a fundação. O financiamento chega em um momento de expansão sem precedentes da fabricante: no segundo trimestre de 2026, a companhia atingiu carteira recorde de US$ 34,5 bilhões, o sétimo resultado trimestral seguido a superar o anterior.
O suporte do BNDES à exportação também se encaixa na trajetória que levou a revista The Economist a apontar a Embraer como principal candidata a romper o duopólio global da Airbus e da Boeing na aviação comercial.