A Embraer encerrou o segundo trimestre de 2026 com uma carteira de pedidos recorde de US$ 34,5 bilhões, o sétimo resultado trimestral consecutivo a superar o anterior.
O valor é 7% maior que os US$ 32,1 bilhões do primeiro trimestre e representa alta de 16% frente ao mesmo período de 2025, quando a carteira somava US$ 29,7 bilhões.
No período, a fabricante brasileira entregou 65 aeronaves, a maioria para a aviação executiva, com 45 unidades.
Vendas recentes explicam o avanço
Parte do crescimento da carteira vem de negócios fechados nas últimas semanas. Um dos destaques foi o acordo para vender até 45 jatos E195-E2 ao Grupo Abra, controlador da Gol e da Avianca, que reforça a presença da Embraer no mercado de aviação comercial na América Latina.
Outro contrato que ajudou a puxar o número para cima foi a venda de dois jatos E175 à japonesa Fuji Dream Airlines, anunciada durante o Farnborough Airshow. O negócio também incluiu uma parceria para armar o cargueiro militar C-390.
Composição da carteira
Os pedidos em carteira somam contratos de aviação comercial, executiva e de defesa, o que dá à Embraer um colchão de receita projetada para os próximos anos, independentemente de oscilações pontuais de mercado.
Meta de entregas para 2026
Com os 65 aviões entregues no trimestre, a Embraer mantém a projeção de fechar o ano com entre 240 e 255 aeronaves entregues aos clientes. O ritmo de entregas é acompanhado de perto pelo mercado, já que impacta diretamente o faturamento reconhecido pela companhia no balanço anual.
A sequência de sete trimestres seguidos de recordes na carteira reforça a leitura de analistas de que a demanda por aeronaves de porte médio segue aquecida, tanto no segmento executivo quanto no comercial, com companhias aéreas renovando frotas e ampliando rotas regionais.
Os próximos resultados trimestrais devem mostrar se o ritmo de novos contratos, como os fechados com o Grupo Abra e a Fuji Dream Airlines, se mantém ou se a base elevada de comparação começa a esfriar o crescimento percentual da carteira.
