Política

Câmara aprova filtro que restringe recursos ao STJ e vai à sanção de Lula

Relator poderá suspender processos ligados ao mesmo tema por até um ano em todo o país
Fachada do STJ, plenário da Câmara e Lula simbolizam aprovação do filtro de recursos no STJ enviado à sanção presidencial.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (14) um projeto que cria um filtro de relevância para a apresentação de recursos especiais ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O texto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Pela proposta, o STJ poderá rejeitar recursos sem relevância econômica, política, social ou jurídica reconhecida, e o relator de um caso considerado relevante poderá suspender, por até um ano, processos sobre o mesmo tema em todo o país.

Como funciona o novo filtro de recursos

O projeto, de autoria do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), atende a pedidos de ministros do STJ e adequa o Código Civil a um dispositivo incluído na Constituição por emenda de 2022. O mecanismo já existe no Supremo Tribunal Federal (STF) para recursos extraordinários.

Pelo texto, cabe a quem protocola o recurso demonstrar, em tópico específico e fundamentado, que a controvérsia tem relevância que ultrapassa os interesses das partes envolvidas. A desistência de um recurso não impede o julgamento de questões cuja relevância já tenha sido reconhecida pelo tribunal, e a decisão sobre relevância produz efeitos em processos que tramitam tanto no STJ quanto nas instâncias inferiores.

O projeto já havia avançado no Senado no início de julho, quando a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou o texto — escrito pela própria corte, em acordo entre Alcolumbre e a cúpula do STJ.

Oposição classifica proposta como filtro de classe

O texto foi aprovado em votação simbólica na Câmara dos Deputados, mas enfrentou resistência de parte da base governista. As federações PT-PCdoB-PV e PSOL/Rede votaram contra o projeto durante a sessão.

Para o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), a proposta “restringe o acesso à justiça e a função constitucional do STJ”, reduzindo a democratização dos efeitos que o novo filtro pode trazer.

Já o líder do PSOL na Câmara, Tarcísio Motta (RJ), afirmou que cidadãos podem ficar à mercê de decisões de primeira e segunda instância sem conseguir recorrer ao tribunal superior. “Será um filtro de classe, de classe social, impedindo que os mais pobres possam recorrer”, disse o parlamentar. Agora, a expectativa recai sobre a sanção presidencial.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

EUA revogam visto de embaixadora do Brasil após impasse com Perez

Podemos declara neutralidade e fecha 3ª porta a Flávio Bolsonaro em 24h

Lula sanciona lei que dá ao STJ poder de suspender processos em massa

Imprensa mundial repercute revogação de visto da embaixadora brasileira