Política

Brasil celebra acordo EUA-Irã mas cobra cumprimento dos termos

Itamaraty elogia memorando assinado na França e defende diplomacia como única saída para o conflito no Oriente Médio
Acordo EUA-Irã: Brasil cobra cumprimento em memorando de diplomacia no Oriente Médio

O Itamaraty saudou nesta quinta-feira o acordo entre Estados Unidos e Irã, mas o Brasil cobra que os dois países cumpram efetivamente os termos do memorando e encerrem os ataques mútuos.

O documento foi assinado na França e prevê 14 pontos, incluindo suspensão de sanções ao Irã, fim do bloqueio a navios iranianos e trânsito livre pelo Estreito de Ormuz.

Quatro meses de guerra no Oriente Médio

O pano de fundo do acordo é uma guerra que dura cerca de quatro meses. Em fevereiro, o governo de Donald Trump, em ofensiva conjunta com Israel, atacou Teerã — ação que resultou na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e desencadeou uma escalada sem precedentes no conflito regional.

Como resposta, o Irã fechou o Estreito de Ormuz, por onde circula aproximadamente 20% da produção de petróleo mundial. A medida provocou efeitos econômicos globais imediatos, com forte alta no preço do barril.

O impacto foi sentido de imediato nos mercados: quando o acordo foi anunciado, o barril de petróleo Brent recuou 4%, revertendo parte da alta acumulada durante meses de bloqueio ao estreito. Leia a cobertura completa sobre a queda do petróleo após o acordo.

Ao longo dos últimos meses, representantes dos dois países realizaram diversas rodadas de negociação. Várias terminaram sem entendimento, marcadas por ameaças mútuas. Na véspera da assinatura, Trump já havia prometido que Ormuz seria reaberto imediatamente — declaração que o Irã contradizia publicamente, antecipando as tensões das últimas horas. Veja como Trump anunciou o acordo antes da cerimônia oficial.

Brasil já havia condenado o ataque de fevereiro

A postura atual contrasta com a reação imediata ao início do conflito. Em fevereiro, o Itamaraty emitiu nota condenando o ataque americano ao Irã, manifestando “grave preocupação” com a ação coordenada entre americanos e israelenses — realizada, segundo o comunicado, justamente durante um período de negociações, o que poderia comprometer qualquer entendimento futuro.

Na ocasião, o governo cobrou das partes que evitassem a “escalada das hostilidades” e garantissem a proteção de civis e da infraestrutura civil.

Agora, com o memorando firmado, o Brasil reitera que a negociação diplomática é a única via para a paz — posição defendida pelo Itamaraty desde o início do conflito e reforçada na nota desta quinta-feira.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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