Economia

Petróleo cai 4% após acordo de paz entre EUA e Irã reabrir Estreito de Ormuz

Brent chegou a US$ 84 e WTI a US$ 81; cerimônia de assinatura está marcada para 19 de junho na Suíça
Barris de petróleo, mapa do Estreito de Ormuz e Trump: a queda do petróleo acordo EUA Irã

O barril de petróleo recuou neste domingo (14) logo após os Estados Unidos e o Irã anunciarem um acordo de paz com previsão de reabertura do Estreito de Ormuz em até 30 dias.

O petróleo Brent, referência global, caiu 4%, chegando a US$ 84 por barril (R$ 426 na cotação atual). O WTI, referência americana, recuou para US$ 81 (R$ 411), segundo o New York Times.

Donald Trump confirmou o acordo via Truth Social e autorizou a remoção imediata do bloqueio naval americano. A cerimônia oficial de assinatura está marcada para 19 de junho, na Suíça.

O que se sabe sobre o memorando

Nenhuma das duas partes divulgou oficialmente o conteúdo do acordo. Imprensa americana e iraniana publicaram pontos com base em fontes dos dois governos, mas os detalhes permanecem incompletos.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, disse à TV estatal iraniana que o cessar-fogo entraria em vigor ainda neste domingo à noite. Segundo ele, as negociações para um acordo final durarão 60 dias e devem incluir o fim das sanções ao Irã, mecanismos de reconstrução do país e formas de monitorar o cumprimento dos compromissos. Teerã responderia em caso de violações, informou.

Em postagem na Truth Social, Trump declarou ter autorizado a “remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos” e convocou navios do mundo a ligar os motores: “Deixem o petróleo fluir!”.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif — mediador das negociações —, confirmou no X que “ambos os lados declararam o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano”. A cerimônia oficial de assinatura do tratado está marcada para 19 de junho, na Suíça.

Na véspera, Trump já havia prometido que o Estreito de Ormuz seria reaberto imediatamente após a assinatura — mas o Irã contradizia a data, antecipando as tensões que marcaram as últimas horas antes do anúncio oficial.

Da escalada ao acordo

O caminho até o entendimento foi marcado por avanços e recuos. A nova escalada militar começou após a queda de um helicóptero americano na região do Estreito de Ormuz: Trump acusou o Irã de ter atacado a aeronave e prometeu retaliação.

Na sequência, os EUA bombardearam sistemas de defesa iranianos e radares em Ormuz. O Irã respondeu com ataques a uma base norte-americana no Bahrein. Novos bombardeios americanos foram respondidos com mísseis iranianos direcionados a países do Golfo Pérsico — e o Irã fechou o estreito, declarando o cessar-fogo vigente “sem sentido”.

Apenas duas semanas atrás, a retomada dos ataques havia empurrado o barril para mais de US$ 4 acima — o mesmo mercado que agora recua 4% diante da perspectiva de paz concretizada.

Trump chegou a anunciar uma terceira noite de ataques e a dizer que pretendia controlar o petróleo e o gás iranianos, mas cancelou a ofensiva ao afirmar que negociadores haviam chegado a um consenso. Na sexta (12), chamou os dirigentes iranianos de “pessoas muito desonrosas para se negociar” — horas depois, repostou mensagem do chanceler iraniano dizendo que o acordo “nunca esteve tão perto”.

Não é a primeira vez que o barril recua com sinais de entendimento: em maio, uma queda de mais de 5% foi rapidamente revertida quando as negociações voltaram a travar — desta vez, o acordo parece ter se concretizado de fato.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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