Política

PGR pede ao STF que rejeite revisão da condenação de Bolsonaro

Procuradoria se manifesta contra anulação da pena de 27 anos por tentativa de golpe
STF em céu dramatizado e Bolsonaro em sessão: revisão criminal da condenação no tribunal supremo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou nesta terça-feira contra o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal.

A Procuradoria defendeu que o STF rejeite a tentativa de anular a condenação de 27 anos e 3 meses de prisão imposta a Bolsonaro pela participação na trama golpista de 2022.

O parecer foi apresentado ao ministro Nunes Marques, relator do caso, que havia concedido 20 dias — o dobro do prazo padrão — para a Procuradoria se pronunciar, citando a alta complexidade do processo.

Em 8 de maio, os advogados de Bolsonaro protocolaram no STF o pedido de revisão criminal com o objetivo de anular a sentença definitiva. A defesa alega correção de erro judiciário e contesta a competência da Primeira Turma do STF para ter julgado o ex-presidente.

A revisão criminal é um instrumento excepcional: só pode ser usada após o trânsito em julgado — quando não há mais possibilidade de recursos. No caso de Bolsonaro, o processo foi encerrado em novembro do ano passado.

STF tem rejeitado revisões do 8 de janeiro

O Supremo recebeu 18 pedidos de revisão criminal de condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. Cinco casos já foram analisados pelo plenário virtual: três foram rejeitados e dois têm maioria formada para rejeição.

Nunes Marques, relator do pedido de Bolsonaro, já havia votado contra quatro revisões criminais de condenados pelos ataques de 8 de janeiro — histórico que reforça o peso do parecer da PGR divulgado nesta terça. Apenas os ministros Luiz Fux e André Mendonça divergiram, votando pela revisão para reduzir as penas a crimes de dano ao patrimônio público.

Prisão domiciliar e estado de saúde

Atualmente, Bolsonaro cumpre pena em regime domiciliar temporário, autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes por motivos humanitários. Crises de soluço recentes levaram a equipe médica ao limite terapêutico de segurança, quadro que embasou a decisão de transferi-lo para prisão em casa.

Antes dessa medida, o ex-presidente estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal — a chamada Papudinha —, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Com o parecer da PGR contrário à revisão, a decisão final cabe ao ministro Nunes Marques e, eventualmente, ao plenário do STF. O relator tem acompanhado a posição majoritária da Corte de manutenção das condenações relacionadas à tentativa de ruptura democrática.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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