O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito neste domingo (25) para um quarto mandato. Como mostrou a Amazônia Real, ele venceu na Amazônia Legal em três estados: Amazonas, Amapá e Pará.
Nos estados da região com forte presença do agronegócio, o resultado se inverteu e Lula foi derrotado. A vitória foi comemorada por entidades que representam organizações socioambientais e indígenas.
Mapa dividido na Amazônia
O desempenho de Lula na região mostra uma divisão clara. Amazonas, Amapá e Pará deram a vitória ao presidente. Já os estados amazônicos onde o agronegócio tem peso preferiram o adversário.
O contraste indica que, na Amazônia Legal, a força do setor agropecuário apareceu nas urnas e dividiu a região entre os dois campos da disputa.
No plano nacional, a reeleição, confirmada pelo TSE ainda no domingo, inverteu o resultado do primeiro turno. A vitória sobre Flávio Bolsonaro fez de Lula o primeiro brasileiro eleito quatro vezes para a Presidência.
O presidente também somou mais de 64 milhões de votos, a maior votação já recebida por um candidato à Presidência no Brasil, superando a marca que ele mesmo havia alcançado em 2022.
Lula comemorou a reeleição com apoiadores em São Paulo.
Movimento indígena celebra o resultado
A reeleição foi celebrada por entidades que representam organizações socioambientais e indígenas. Em nota, a Coiab destacou a mobilização dos povos indígenas durante a votação.
“Apesar das adversidades enfrentadas durante o processo eleitoral, a Amazônia Indígena marcou presença nas urnas dos 9 estados da Amazônia brasileira”, afirmou a organização.
Promessas para o novo mandato
As organizações comemoram depois de uma campanha marcada por compromissos ambiciosos. Em agosto, ao oficializar a candidatura em convenção em São Paulo, Lula prometeu um quarto mandato “mais ousado”, com foco em transição energética e ciência, entre outras áreas.