Política

Lula oficializa candidatura à reeleição e promete mandato mais ousado

Em discurso na convenção do PT, presidente defende mais investimento em defesa e educação para o próximo mandato
Lula com faixa presidencial ao lado de Alckmin, simbolizando a candidatura de Lula à reeleição em 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou neste domingo (2) a candidatura à reeleição, em convenção realizada na zona norte de São Paulo. Geraldo Alckmin (PSB) segue como vice na chapa, repetindo a dobradinha que venceu Jair Bolsonaro em 2022.

No discurso, Lula prometeu um quarto mandato “mais ousado”, com foco em defesa, educação, ciência e combate à violência contra a mulher, e convocou apoiadores para a apresentação do programa de governo, em 16 de agosto, no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP).

Uma chapa repetida e alianças construídas ao longo de décadas

A dobradinha entre Lula e Alckmin não é novidade: o PSB já havia oficializado o apoio à candidatura de Alckmin a vice-presidente três dias antes da convenção, em evento em Brasília. Na convenção do PT, Lula elogiou os 16 anos de Alckmin como governador de São Paulo e afirmou que “o Brasil nunca teve um ministro da Indústria e Comércio” da competência do atual vice.

O presidente também agradeceu a partidos aliados presentes no evento — PSOL, PV, PCdoB e Rede, que leva Marina Silva como candidata ao Senado por São Paulo — e citou a arquitetura de federações partidárias que sustenta a chapa. O PDT, do ministro Carlos Lupi, chamado por Lula de “a representação mais nobre do trabalhismo no Brasil”, já havia declarado apoio à reeleição em julho, sendo o primeiro partido a formalizar a posição.

Da quarta candidatura à “sétima Copa”

Em tom bem-humorado, Lula comparou sua trajetória eleitoral à de jogadores como Pelé, Messi e Cristiano Ronaldo, lembrando que já disputou eleições presidenciais em 1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2022 e agora em 2026 — a “sétima Copa”, na sua definição, que pode render um quarto mandato caso vença em outubro.

Defesa, IA e o aviso sobre desinformação na campanha

Lula dedicou parte do discurso à defesa nacional, defendendo mais investimento em drones e na indústria bélica para proteger os mais de 24 mil quilômetros de fronteiras terrestres e marítimas do país. Ele também prometeu ampliar recursos para ciência, tecnologia e inteligência artificial, citando a exploração de terras raras e minerais críticos como prioridade estratégica do próximo mandato.

O presidente alertou ainda para o risco de desinformação gerada por inteligência artificial influenciar o resultado das eleições de 2026. No mesmo evento, a campanha apresentou o Porta-Voz do Lula, plataforma que transforma militantes em rede de defesa do presidente nas redes sociais — uma aposta em capital humano organizado como resposta ao problema.

Lula convocou os apoiadores para o próximo grande ato da campanha, marcado para 16 de agosto, no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo — local do primeiro comício do PT, em 1979 —, quando pretende detalhar o programa de governo para o quarto mandato.

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