Política

CGU obriga AGU a detalhar dados de honorários de sucumbência

Transparência Brasil vai ter acesso a microdados após pagamento recorde de R$ 6,1 bilhões em 2025
Sede da CGU em Brasília simboliza fiscalização dos honorários de sucumbência AGU

A Controladoria-Geral da União (CGU) determinou que a Advocacia-Geral da União (AGU) apresente, em até 30 dias, dados detalhados dos honorários de sucumbência pagos a seus servidores — verba considerada uma espécie de penduricalho.

A decisão atende a um pedido da ONG Transparência Brasil, que poderá acessar o material. Em 2025, os honorários somaram R$ 6,1 bilhões, o maior valor já registrado, e beneficiaram cerca de 12 mil advogados públicos.

O que motivou a determinação

Os honorários de sucumbência são valores pagos pela parte que perde uma ação judicial contra o governo, repassados aos advogados públicos responsáveis pelo caso. Em maio, a CGU já havia liberado o acesso aos dados à Transparência Brasil, atendendo a um pedido feito pela Lei de Acesso à Informação (LAI).

A AGU recorreu da decisão, alegando que disponibilizar os microdados no nível de detalhamento solicitado seria inviável. Segundo o órgão, a divulgação afrontaria o princípio da proporcionalidade, permitiria mineração maciça das informações, cruzamento com outras bases de dados e perfilamento excessivo da vida financeira dos servidores. A AGU também argumentou que os dados já são objeto de transparência ativa em nível suficiente.

A resposta da CGU

A Controladoria rejeitou o recurso. Segundo o órgão, a LAI regulamenta como os órgãos administrativos devem garantir transparência e prestação de contas, e a lei de dados abertos do governo obriga entidades públicas a disponibilizar informações com detalhamento suficiente para permitir o controle social.

“Esse direito visa a garantir o acesso a dados — processados ou não — que possam ser utilizados para produção e transmissão de conhecimento, contidos em qualquer meio, suporte ou formato”, apontou a CGU.

Procurada, a AGU informou que vai se manifestar sobre a decisão por meio de nota.

A resistência da AGU em detalhar os dados não é nova. Em julho de 2025, o órgão publicou uma norma para ampliar a transparência sobre os bônus pagos a advogados públicos, criando um painel eletrônico para divulgar individualmente os honorários de sucumbência. Para a CGU, porém, a iniciativa não foi suficiente para atender ao nível de detalhamento exigido pela Lei de Acesso à Informação.

Com a nova determinação, a AGU tem 30 dias para entregar os dados solicitados à Transparência Brasil, sob risco de novo questionamento caso o prazo não seja cumprido.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Oposição supera base do governo em segmentação de anúncios no Senado

Lula descarta privatizar Correios e diz que dívida não preocupa

Flávio Bolsonaro aciona TSE contra Lula por entrevista no Alvorada

Produtora do Dark Horse, filme sobre Bolsonaro, pede socorro ao STF

Sem dinheiro para pagar multa, pessoas em situação de rua ficam presas além do prazo legal

Comissão da MP das blusinhas é antecipada após reunião com Lula