Economia

Brasil tem 5,8 milhões de desempregados, e taxa cai a 5,3%

Queda equivale a 299 mil pessoas a menos à procura de trabalho em um ano, diz PNAD Contínua
Bandeira do Brasil e logo do IBGE ilustram queda da taxa de desemprego no Brasil conforme a PNAD Contínua

A taxa de desocupação no Brasil recuou para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O país tinha 5,8 milhões de pessoas desempregadas no período, número 8% menor que os 6,3 milhões registrados no trimestre anterior, fechado em abril.

Queda consistente ao longo do ano

A taxa de 5,3% representa recuo de 0,5 ponto percentual sobre o trimestre de fevereiro a abril de 2026, quando o indicador estava em 5,8%. Na comparação anual, a redução foi de 0,3 ponto percentual: no mesmo intervalo de 2025, entre maio e julho, a desocupação somava 5,6% — patamar que, à época, já era o menor índice de desemprego desde 2015, base sobre a qual o novo resultado avança.

O contingente de desempregados também recuou: eram 5,8 milhões de pessoas em julho, ante 6,3 milhões no trimestre encerrado em abril, queda de 8%. Na comparação com o mesmo período de 2025, o total de pessoas desempregadas diminuiu 4,9%, o equivalente a 299 mil pessoas a menos em busca de trabalho.

Trajetória de queda ao longo do ano

O novo dado reforça uma tendência observada nos trimestres anteriores. Em pesquisa referente ao período encerrado em maio, o Brasil já somava 624 mil desempregados a menos do que no ano anterior — movimento que o resultado de julho aprofunda.

A apuração sobre os números de julho ainda segue em atualização, o que indica a possibilidade de novos detalhamentos sobre o comportamento do mercado de trabalho brasileiro nos próximos dias.