A taxa de desemprego no Brasil caiu para 6,2% no trimestre encerrado em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo IBGE. O índice representa uma redução em relação ao trimestre anterior, que registrou 6,8%.
Em comparação ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 1 ponto percentual. O número de pessoas desocupadas chegou a 6,8 milhões, uma retração de 8,6% frente ao trimestre anterior.
O contingente de trabalhadores com carteira assinada no setor privado atingiu 39,8 milhões, novo recorde histórico.
Indicadores do mercado de trabalho
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, o número de pessoas ocupadas no trimestre chegou a 103,9 milhões, um crescimento de 1,2% em relação aos três meses anteriores e de 2,5% na comparação anual. O nível de ocupação atingiu 58,5% da população em idade de trabalhar, com alta de 0,6 ponto percentual.
O analista do IBGE, William Kratochwill, destacou que o aumento do contingente de ocupados e a queda nas taxas de subutilização foram fundamentais para a redução do desemprego. “O mercado de trabalho se mostra aquecido, levando à redução da mão-de-obra mais qualificada disponível e ao aumento de vagas formais”, afirmou.
O número de pessoas desalentadas caiu para 2,89 milhões, menor patamar desde 2016, representando quedas de 10,6% em relação ao trimestre anterior e de 13,1% na comparação anual. Segundo Kratochwill, essa redução reflete a melhora consistente das condições do mercado de trabalho.
A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 14,9%, uma queda de 0,8 ponto percentual frente ao trimestre anterior e de 1,9 ponto percentual na comparação anual.
Destaques da pesquisa
Entre os principais números do levantamento estão: população fora da força de trabalho em 66,7 milhões, empregados sem carteira assinada somando 13,7 milhões, trabalhadores por conta própria em 26,2 milhões e trabalhadores informais em 39,3 milhões.
Informalidade e setores em destaque
A taxa de informalidade recuou para 37,8%, o equivalente a 39,3 milhões de trabalhadores. O índice caiu em relação ao trimestre móvel anterior (38,1%) e ao mesmo período do ano passado (38,6%). O IBGE atribui esse movimento à estabilidade no número de empregados sem carteira assinada e ao aumento de trabalhadores por conta própria com CNPJ.
Entre os dez agrupamentos de atividade analisados, apenas o setor de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais apresentou crescimento na ocupação no trimestre. O início do ano letivo impulsionou a contratação de profissionais como professores, ajudantes, cuidadores, cozinheiros e recepcionistas, segundo o instituto.
Esses dados reforçam a tendência de aquecimento do mercado de trabalho formal e de redução da informalidade, com impacto direto na diminuição do desemprego e do desalento no país.