O Brasil registrou a criação de 148,99 mil empregos formais em maio de 2025, conforme dados do Ministério do Trabalho e do Emprego divulgados nesta segunda-feira (30). O saldo acumulado do ano já ultrapassa 1,05 milhão de vagas com carteira assinada, apesar de representar uma queda de 4,9% frente ao mesmo período de 2024.
O setor de serviços liderou a geração de postos, enquanto a construção teve o menor crescimento. O salário médio de admissão caiu para R$ 2.248,71 em maio, em comparação com abril e com o mesmo mês do ano passado.
Geração de empregos formais em maio
Em maio de 2025, o Brasil registrou 2,256 milhões de contratações e 2,107 milhões de demissões, resultando em um saldo positivo de 148,99 mil empregos formais, segundo o Ministério do Trabalho e do Emprego. O desempenho representa um aumento de 6,7% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram geradas 139,55 mil vagas formais.
Comparativo com anos anteriores
O resultado de maio é o melhor para o mês desde 2023. Nos anos anteriores, maio teve os seguintes saldos: 2020, fechamento de 398,24 mil vagas; 2021, criação de 266,6 mil empregos; 2022, abertura de 277,8 mil vagas; e 2023, geração de 156,2 mil empregos.
Acumulado do ano e saldo total
No acumulado dos cinco primeiros meses de 2025, o saldo é de 1,05 milhão de empregos formais criados, número inferior ao registrado no mesmo período de 2024 (1,1 milhão), marcando a menor geração para o período desde 2023, quando foram criadas 875,7 mil vagas. Ao final de maio, o país contabilizava 48,25 milhões de empregos com carteira assinada, superando abril (48,1 milhões) e maio de 2024 (46,62 milhões).
Setores e regiões com maior geração de vagas
Os dados do Caged mostram que todos os cinco setores da economia registraram criação de empregos formais em maio, com destaque para o setor de serviços, que liderou em números absolutos. O setor da construção civil apresentou o menor saldo de vagas no período. Em relação às regiões do país, quatro das cinco regiões tiveram saldo positivo na geração de empregos.
Salário médio de admissão e comparação com anos anteriores
O salário médio de admissão em maio foi de R$ 2.248,71, apresentando queda real em relação a abril de 2025 (R$ 2.259,69) e também frente a maio de 2024 (R$ 2.249,86).
Diferenças entre Caged e Pnad
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram apenas trabalhadores com carteira assinada, não incluindo informais. Por isso, não são comparáveis aos números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que utiliza a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad).
Segundo o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil foi de 6,2% no trimestre encerrado em maio. O analista William Kratochwill afirmou que o resultado da Pnad mostra o melhor patamar do mercado de trabalho brasileiro nos últimos dez anos.