A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em junho de 2025, segundo o IBGE. O índice, divulgado nesta quinta-feira (31), é o menor da série histórica iniciada em 2012.
Apesar do avanço em relação ao trimestre anterior, o número de empregados com carteira assinada atingiu novo recorde, somando 39 milhões de trabalhadores.
Resultados da PNAD Contínua e evolução do mercado
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que 6,3 milhões de pessoas estavam desocupadas no segundo trimestre, um aumento frente ao trimestre anterior. A população ocupada chegou a 102,3 milhões, enquanto 65,5 milhões estavam fora da força de trabalho.
Entre os destaques, a população desalentada caiu para 2,8 milhões, com recuo de 13,7% no trimestre e 14% em relação a 2024. O número de empregados no setor privado cresceu 1,3% no trimestre e 2,7% no ano, totalizando 52,6 milhões de pessoas. Destes, 39 milhões possuem carteira assinada, maior patamar da série, com alta de 0,9% no trimestre e 3,7% no ano.
Empregados sem carteira somam 13,5 milhões, com aumento trimestral de 2,6%. A taxa de informalidade ficou em 37,8%, com 38,7 milhões de trabalhadores informais. A taxa de subutilização caiu para 14,4%, menor da série histórica, atingindo 16,5 milhões de pessoas.
Rendimento e atualização metodológica
O rendimento real habitual dos trabalhadores foi recorde, chegando a R$ 3.477, alta de 1,1% no trimestre e 3,3% no ano. A massa de rendimento real habitual também atingiu recorde, estimada em R$ 351,2 bilhões, com aumento de 2,9% frente ao trimestre anterior e 5,9% em relação ao mesmo período de 2024.
O IBGE atualizou as estimativas da PNAD Contínua com base nos dados do Censo 2022, reponderando os fatores de expansão populacional. Segundo nota do instituto, a metodologia da pesquisa foi mantida para as datas de referência, assegurando maior precisão nas análises do mercado de trabalho.
Expectativas e desafios
Especialistas destacam que, apesar dos avanços, o aumento do desemprego no trimestre pode refletir desafios econômicos internos e externos. Analistas acompanham os próximos trimestres para identificar sinais de recuperação, apostando em crescimento econômico e investimentos para reduzir a desocupação.