Economia

Desemprego atinge 5,6 por cento e registra menor índice desde 2015 segundo IBGE

Taxa de desemprego no Brasil cai para o menor patamar desde 2015, impulsionada por aumento da ocupação e recorde de empregos formais

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,6% no trimestre encerrado em julho de 2025, segundo o IBGE. O índice representa o menor patamar para o período desde 2015, apontando melhora gradual no mercado de trabalho.

O número de desempregados caiu para 6,1 milhões, enquanto a população ocupada chegou a 102,4 milhões, estabelecendo novo recorde. O setor de serviços liderou a geração de empregos.

Especialistas avaliam que a tendência de queda deve continuar, apesar de desafios como informalidade e qualificação profissional.

Queda no desemprego e recordes de ocupação

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a taxa de desemprego caiu 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando estava em 5,9%. Em comparação ao mesmo período de 2024, a queda foi de 1,2 ponto percentual, já que o desemprego era de 6,9%.

O número de pessoas desempregadas foi estimado em 6,1 milhões, menor nível desde o fim de 2013. Ao mesmo tempo, a população ocupada atingiu 102,4 milhões, estabelecendo recorde histórico. O nível de ocupação manteve-se em 58,8%, também recorde, e o total de empregados com carteira assinada chegou a 39,1 milhões.

Segundo William Kratochwill, analista do IBGE, “os dados refletem o bom momento do mercado de trabalho, com mais pessoas ocupadas e menor subutilização da mão de obra, indicando um cenário mais dinâmico”.

Setores que mais geraram empregos e desafios

O setor de serviços foi o principal responsável pela geração de empregos, seguido pela indústria e agricultura. Esse movimento tem sido fundamental para a recuperação do mercado de trabalho brasileiro.

A população fora da força de trabalho somou 65,6 milhões, mantendo estabilidade. Já o número de desalentados caiu para 2,7 milhões, uma redução de 11% no trimestre e 15% no ano. A taxa de desalento recuou para 2,4%.

Kratochwill destaca: “Os dados mostram que quem saiu da desocupação não está abandonando a força de trabalho nem entrando no desalento, mas sim se inserindo de fato no mercado, o que é confirmado pelo recorde de ocupação”.

Especialistas apontam que a tendência de queda no desemprego deve continuar, impulsionada por políticas econômicas e investimentos em infraestrutura. No entanto, a informalidade e a necessidade de qualificação profissional ainda são desafios a serem enfrentados.