Política

AGU processa Discord no Brasil e cobra R$ 500 milhões

Ação cita caso de adolescente de 13 anos e pede verificação de idade e vínculo de contas de menores
AGU processa Discord no Brasil por falha na proteção de crianças e adolescentes em plataforma digital

A Advocacia-Geral da União (AGU) moveu nesta quarta-feira (26) uma ação civil pública contra o Discord no Brasil, exigindo que a plataforma adote medidas de proteção a usuários, especialmente crianças e mulheres.

A ação, movida em conjunto com o Ministério da Justiça, pede ainda uma indenização de R$ 500 milhões por danos morais, mas não solicita a suspensão ou o bloqueio da plataforma no país.

A decisão da AGU veio depois que as negociações entre o governo e representantes do Discord por um Termo de Ajustamento de Conduta terminaram sem acordo. O documento previa que a plataforma se comprometesse voluntariamente com uma série de medidas protetivas.

“Demonstramos que essa plataforma tem permitido a prática de uma série de violações legais frente ao ordenamento jurídico brasileiro. Essa situação se revela absolutamente insustentável e por orientação do presidente da República adotamos essa medida”, afirmou o advogado-geral da União, Jorge Messias.

O que a ação pede ao Discord

Entre as exigências da AGU está a adoção de mecanismo de verificação etária dos usuários e a obrigatoriedade de vincular contas de menores de 16 anos às de pais ou responsáveis, conforme prevê o ECA Digital.

A ação também pede que o Discord detecte e interrompa em tempo real transmissões com cenas de automutilação, suicídio ou violência extrema, comunicando os casos às autoridades e oferecendo apoio emocional às vítimas. A plataforma também deveria monitorar conteúdos de maus-tratos e crueldade contra animais, impedir que grupos banidos voltem a transmitir sob outro nome e manter equipe de moderação em português na proporção do público brasileiro.

O caso que motivou a ofensiva judicial é a morte de uma adolescente de 13 anos do Mato Grosso do Sul, que cometeu suicídio após ser incitada durante uma transmissão ao vivo na plataforma. A polícia investiga o caso, e a maioria dos suspeitos de incitar a menina também é menor de idade.

A repercussão levou a Agência Nacional de Proteção de Dados a suspender as transmissões ao vivo do Discord no Brasil desde 12 de agosto, medida que segue em vigor. Dias antes, a primeira-dama Janja chegou a defender publicamente a retirada da plataforma do ar, pressão que se somou à escalada regulatória que culminou na ação civil pública.

A AGU pede ainda que o Discord crie protocolos para reportar às autoridades casos de aliciamento e de “sextortion” — chantagem com uso de imagens íntimas das vítimas — e que esse tipo de conteúdo seja removido imediatamente. Outra exigência é que a empresa guarde por seis meses o registro das moderações realizadas na plataforma.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Lula sanciona lei que endurece pena por abuso sexual infantil online

Janja pede bloqueio imediato do Discord após caso de suicídio induzido

ANPD abre processo contra Discord para investigar proteção de crianças

Discord tem prazo final nesta segunda para suspender lives no Brasil

Discord recorre contra suspensão de lives e diz que ANPD exagerou na punição

TSE recebe 5 mil denúncias de irregularidades eleitorais em 10 dias