A Nvidia negocia com um consórcio de gigantes financeiras — entre elas Apollo Global, Blackstone, Goldman Sachs e KKR — um pacote de financiamento de US$ 500 bilhões (R$ 2,55 trilhões) para expandir a infraestrutura global de inteligência artificial.
A informação foi revelada nesta segunda-feira (10) pelo Financial Times, com base em cinco fontes ligadas às negociações, e repercutida pela Reuters. O acordo pode ser anunciado ainda hoje.
Quem está por trás do pacote
Além da Apollo Global e da Blackstone, a lista de negociadores inclui a Global Infrastructure Partners, unidade da BlackRock, a Brookfield Asset Management, o Goldman Sachs e a KKR. Juntas, essas gestoras somam trilhões de dólares em ativos sob gestão e têm histórico de financiar grandes projetos de infraestrutura ao redor do mundo.
Segundo o Financial Times, que ouviu cinco pessoas com conhecimento direto das tratativas, o objetivo é reunir capital suficiente para sustentar os componentes que movem a expansão da inteligência artificial: chips, geração de energia e centros de processamento de dados. O valor em discussão, US$ 500 bilhões, equivale a R$ 2,55 trilhões pela cotação usada pelo veículo.
A Nvidia já vinha articulando megaoperações desse tipo. Em setembro de 2025, a fabricante de chips fechou um acordo de US$ 100 bilhões com a OpenAI, que previa a construção de 10 gigawatts em datacenters — um padrão que o novo pacote leva a outra escala.
Uma corrida que não para de crescer
O tamanho do pacote não surpreende quem acompanha o setor. Em agosto de 2025, a Nvidia já mantinha liderança global com alta demanda por chips de IA, quando o CEO Jensen Huang alertou que os investimentos das quatro maiores empresas de tecnologia em IA haviam dobrado, somando US$ 600 bilhões por ano.
Procuradas pela Reuters, a BlackRock não quis comentar as negociações. Nvidia, Apollo, Blackstone, Brookfield, Goldman Sachs e KKR também não responderam de imediato aos pedidos de posicionamento. Se confirmado, o acordo pode se tornar um dos maiores pacotes privados já destinados à cadeia de infraestrutura de inteligência artificial, reforçando a corrida entre gigantes financeiras e de tecnologia para garantir capacidade de processamento nos próximos anos.