Política

Lula sanciona lei do piso mínimo do frete rodoviário

Presidente veta anistia a multas de caminhoneiros pelos bloqueios de 2022 no texto do Congresso
Lula sanciona o piso mínimo do frete rodoviário enquanto caminhoneiros protestam ao fundo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sanciona nesta quarta-feira (5) a lei que cria um piso mínimo obrigatório para o frete rodoviário de cargas, mas deixa a definição do valor fora do texto aprovado pelo Congresso Nacional.

Ao sancionar o texto, Lula também deve vetar trechos recomendados pelo Ministério dos Transportes, entre eles a anistia a multas de caminhoneiros que bloquearam rodovias após as eleições de 2022.

Regras mais rígidas para pagamento do frete

A lei sancionada reforça a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, tornando o piso de caráter vinculante — ou seja, o descumprimento passa a gerar sanções escalonadas para quem contrata frete abaixo do valor mínimo. A regra passa a valer também para intermediadores e plataformas digitais que ofereçam serviços em desacordo com o piso.

Pelo texto, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) segue responsável por calcular e atualizar os valores, considerando distância percorrida, número de eixos e tipo de carga. Sempre que o diesel oscilar mais de 5% para cima ou para baixo, o reajuste deverá ocorrer em até três dias úteis. Só até junho deste ano, a ANTT já havia aplicado quase R$ 1 bilhão em multas por descumprimento do piso, volume que ajuda a explicar por que o governo decidiu endurecer as punições agora.

Origem na greve de 2018

A política de preços mínimos nasceu como resposta às reivindicações dos caminhoneiros durante a paralisação nacional de 2018. A MP sancionada nesta quarta havia sido editada em março, em meio à escalada da guerra entre Israel e Irã, com o objetivo de garantir que os valores cobrados pelo frete reflitam custos reais, como diesel e pedágio.

Impasse entre caminhoneiros e setor produtivo

Na tramitação, Câmara e Senado divergiram sobre o piso salarial de R$ 5 mil mensais para caminhoneiros de longas distâncias, incluído pelos deputados. O Senado retirou o valor do texto por considerá-lo inconstitucional, mantendo apenas a obrigatoriedade de um piso sem definição de valor — estrutura que chega à sanção presidencial.

Entidades de caminhoneiros defendiam a aprovação integral da MP. O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, argumenta que a guerra entre EUA e Irã encarece o diesel e afeta diretamente a categoria e a população. A Coalizão dos Caminhoneiros reforça que, desde 2018, a categoria espera por uma regulamentação.

Do outro lado, indústrias, produtores rurais e o comércio se posicionaram contra o texto. O Instituto Livre Mercado e o Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes) alertam que qualquer aumento estrutural no custo logístico pode encarecer produtos para o consumidor final. O Ministério dos Transportes recomendou à Casa Civil o veto a seis dispositivos do texto, incluindo a anistia a multas de caminhoneiros pelos bloqueios de 2022 — item que o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, já havia sinalizado que seria barrado.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Lula sanciona lei do piso mínimo do frete rodoviário

Governo Lula decide aplicar reciprocidade aos EUA por visto cancelado

Proam lança carta por reconstrução da governança ambiental em SP

Brasil rebaixa relações diplomáticas com Argentina após ataques de Milei