Política

Congresso instala comissão para votar MP que endurece regras do frete rodoviário

Relator de oposição trabalha no parecer há dois meses; CNI tenta derrubar a MP no STF
Comissão da Câmara vota MP piso mínimo frete rodoviário sob pressão de caminhoneiros e CNI no STF

O Congresso Nacional instala nesta terça-feira (9) a comissão mista responsável por analisar a medida provisória que endurece as punições para o descumprimento do piso mínimo do frete rodoviário de cargas.

A MP prevê multas de até R$ 10 milhões e suspensão temporária de operação para empresas que praticarem preços abaixo da tabela oficial. O texto precisa ser aprovado por Câmara e Senado até 16 de julho para não perder validade.

Relator e tramitação

O deputado Zé Trovão (PL-SC), da oposição, foi designado relator da proposta. Ele afirma que trabalha no parecer há dois meses e disse que o relatório “está bem encaminhado”. O parlamentar destacou que mantém diálogo com o setor produtivo e com o governo sobre o assunto.

A medida provisória é de autoria do Executivo e tem como objetivo garantir que os preços praticados no transporte de cargas não fiquem abaixo dos custos operacionais mínimos definidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Punições e resistência

Para as transportadoras, a MP prevê advertências, multas progressivas que chegam a R$ 10 milhões e proibição temporária de operar no setor. Os contratantes — chamados de embarcadores — também estão sujeitos a penalidades por descumprimento dos valores tabelados.

Em abril, logo após a publicação da medida, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) entrou no Supremo Tribunal Federal com ação pedindo a suspensão da MP, argumentando que o tabelamento do frete é inconstitucional.

Na véspera da instalação da comissão, os ministros José Guimarães (Relações Institucionais) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) se reuniram com representantes de caminhoneiros no Palácio do Planalto. A categoria pede aprovação rápida da proposta.

A origem da tabela do frete

A Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas foi criada em 2018, após a greve nacional dos caminhoneiros que paralisou o abastecimento do país. A norma obriga o reajuste da tabela sempre que o preço do diesel oscilar mais de 5% — mecanismo conhecido como gatilho.

A MP foi editada em março deste ano na esteira da disparada do diesel, provocada pelo acirramento dos conflitos no Oriente Médio. O endurecimento das punições veio como resposta do governo ao risco de que empresas continuassem praticando fretes abaixo do piso legal, corroendo a renda dos transportadores autônomos.

A alta do combustível também motivou outra frente de ação do Executivo: em maio, o governo editou uma medida provisória para subsidiar diretamente gasolina e diesel — entenda como o subsídio ao combustível foi estruturado.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Moraes autoriza general golpista preso a fazer o Enem 2026

Fachin amplia missão de grupo sobre penduricalhos para incluir modelo salarial

Imunidade fiscal de igrejas vai encarecer imposto para todos, alerta Fazenda

CNJ notifica redes sobre alvará obrigatório para influenciadores mirins