O dólar abriu a última sessão de julho nesta sexta-feira (31), com o mercado repercutindo a decisão do Federal Reserve de manter os juros inalterados pela quinta vez seguida e à espera do pregão do Ibovespa, que começa às 10h.
Resultados corporativos positivos no setor de tecnologia e energia sustentam o otimismo global, enquanto no Brasil as atenções se voltam para o cenário fiscal, após o Banco Central informar que a dívida pública consolidada chegou a 81,9% do PIB em junho.
Fed mantém juros e mercado recalibra apostas
A decisão do Federal Reserve de manter os juros inalterados pela quinta vez seguida, anunciada na quarta-feira, segue no centro das atenções do mercado. Como o Tropiquim já mostrou na cobertura da véspera, o mercado já antecipava a manutenção da taxa, e a confirmação reforça o compasso de espera adotado pela autoridade monetária americana diante dos dados recentes de atividade e inflação nos Estados Unidos.
No Brasil, o cenário fiscal voltou a pesar sobre o radar dos investidores. Dados do Banco Central mostram que a dívida do setor público consolidado subiu em junho e atingiu 81,9% do PIB, o equivalente a R$ 10,8 trilhões.
Amazon dispara, Apple recua
A temporada de balanços segue movimentando os negócios. No pré-mercado, as ações da Amazon disparam mais de 10% depois que a empresa divulgou receitas acima do esperado, puxadas pelo desempenho da divisão de computação em nuvem — resultado que reforça a aposta dos investidores em investimentos contínuos em inteligência artificial.
Na direção oposta, os papéis da Apple sinalizam queda na sessão. A empresa adotou uma perspectiva mais pessimista para os próximos meses, alertando que a redução na capacidade de produção de chips avançados está limitando o fornecimento de seus produtos.
Petróleo turbina energia e Ásia fecha no azul
No setor de energia, Chevron e ExxonMobil apresentaram resultados fortes no trimestre, com lucro crescente puxado pelos preços mais altos do petróleo. Como o Tropiquim já havia adiantado, a escalada do conflito no Oriente Médio manteve o petróleo pressionado por semanas, criando justamente o ambiente que permitiu às duas petroleiras registrarem esse desempenho.
A recuperação do setor de tecnologia também contagiou os mercados asiáticos, que fecharam a última sessão do mês em alta generalizada. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, subiu 0,85%, enquanto o Índice de Xangai (SSEC) avançou 0,7%.
Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,1% e o Nikkei, do Japão, subiu 4,03%. Já o Kospi, da Coreia do Sul, registrou valorização de 17,91%. As informações são da agência de notícias Reuters.
