Economia

Prévia da inflação cai 0,40% em agosto e abre espaço para juros menores

Dólar sobe a R$ 5,14 e mercado global aguarda PIB e inflação dos Estados Unidos
Banco Central e Federal Reserve ilustram queda da prévia da inflação agosto e abertura para juros menores no Brasil

A prévia da inflação oficial do Brasil recuou 0,40% em agosto, segundo o IPCA-15 divulgado nesta quarta-feira (26) pelo IBGE. O resultado desacelera o índice, que soma 4,24% em 12 meses ante 4,52% no mês anterior.

No mercado financeiro, o dólar abriu em alta de 0,10%, cotado a R$ 5,1450, enquanto investidores também aguardam dados de dívida pública, arrecadação federal e indicadores dos Estados Unidos, como PIB e PCE.

Queda da inflação reacende debate sobre juros

A desaceleração do IPCA-15 em agosto pode aliviar o custo de vida das famílias brasileiras. Na prática, o movimento aumenta as chances de o Banco Central reduzir os juros nos próximos meses, embora a decisão dependa de outros fatores econômicos, como o cenário fiscal e externo.

Apesar da queda pontual, a inflação segue acumulando alta de 3,09% no ano e 4,24% em 12 meses — patamar ainda pressionado, mas em trajetória de desaceleração frente aos 4,52% do mês anterior.

Dívida pública e arrecadação recorde

O Tesouro Nacional divulga às 14h30 o relatório da dívida pública referente a julho, junto com o Plano Anual de Financiamento (PAF) 2026, documento que detalha a estratégia do governo para captar recursos e administrar os compromissos ao longo do ano.

Também nesta quarta, a Receita Federal detalha o resultado da arrecadação de julho, que somou R$ 289,3 bilhões em impostos — alta real de 9% em relação ao mesmo mês de 2025 e o maior valor já registrado para um mês de julho desde o início da série histórica, em 1995.

Mercados globais aguardam PIB e inflação dos EUA

Nos Estados Unidos, o mercado acompanha a divulgação da segunda prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre e do índice de preços de gastos com consumo (PCE) de julho, indicador de inflação monitorado de perto pelo Federal Reserve. Em Wall Street, os futuros do Dow Jones avançavam 0,02%, enquanto S&P 500 e Nasdaq 100 recuavam.

Na Europa, os futuros operavam sem direção única: o EuroStoxx 50 recuava 0,2%, o FTSE permanecia estável e o DAX avançava 0,13%. A queda do petróleo pressionava ações de energia como BP e Shell, enquanto o mercado repercutia a alta das expectativas de inflação no Reino Unido e novas ameaças de sanções dos EUA a países que negociam com o Irã.

Na Ásia, bolsas da China e de Hong Kong fecharam em alta, impulsionadas pela melhora do sentimento com empresas de tecnologia após a Nvidia interromper uma sequência de sete quedas em Wall Street. O Ibovespa inicia os negócios às 10h nesta quarta-feira.

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