Economia

Dólar cai nesta terça à espera de dado de emprego nos EUA

Copom deve cortar a Selic a 14% ao ano nesta quarta, em meio à tensão entre EUA e Irã no petróleo
Bandeira dos EUA ao lado de placa do Copom e barris de petróleo, enquanto mercado aguarda dados de emprego dos EUA

O dólar comercial abriu em queda nesta terça-feira (4), recuando 0,21% por volta das 9h e cotado a R$ 5,0764.

O mercado repete a cautela da véspera e também aguarda o dado de emprego dos Estados Unidos, divulgado ainda hoje, que deve orientar os próximos passos do Federal Reserve.

Em Brasília, o Copom se reúne nesta quarta (5) com expectativa de corte na Selic, a 14% ao ano, enquanto o Ibovespa abre às 10h sob influência da tensão entre EUA e Irã no mercado de petróleo.

Semana decisiva para os juros nos dois lados do Atlântico

Na semana passada, o Federal Reserve optou por manter os juros americanos inalterados diante de um mercado de trabalho ainda aquecido — o que torna o dado de emprego divulgado nesta terça-feira decisivo para antecipar os próximos passos do banco central americano. No Brasil, o mercado também monitora a Pesquisa Industrial Mensal e a temporada de balanços corporativos.

Estoque de mísseis dos EUA acende alerta

Fontes ouvidas pela agência Reuters afirmaram nesta terça que o Exército americano já usou praticamente todo o estoque de mísseis de precisão de longo alcance na guerra contra o Irã, sem detalhar quantas unidades de cada tipo ainda restam. É a primeira vez que um estoque baixo desses mísseis é constatado desde o início do confronto, que completou seis meses em agosto sem previsão de término — em julho, a imprensa americana já havia revelado escassez de baterias de defesa aérea Patriot.

No sábado, o presidente dos Estados Unidos disse que suspenderia um novo ataque ao Irã caso um acordo fosse fechado rapidamente para interromper o programa nuclear iraniano e reabrir o Estreito de Ormuz. Israel se juntaria à negociação, segundo o republicano, mas o governo israelense não comentou o episódio. Já o Irã negou, pela agência estatal Mehr, ter pedido a pausa nos ataques, chamando a fala de Trump de “nova mentira” e afirmando que suas forças seguem “em alerta máximo”.

Petróleo e bolsas asiáticas refletem otimismo cauteloso

O otimismo com uma possível reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio global de petróleo, contrasta com o cenário de três semanas atrás, quando Trump anunciou um bloqueio naval ao Irã e impôs uma taxa de 20% sobre toda carga que cruzasse a rota estratégica. A sinalização de pausa nos ataques agora amplia as apostas de retomada do tráfego pela região.

No Brasil, o mercado aguarda a decisão do Copom nesta quarta-feira (5), com expectativa de mais um corte na Selic, que levaria a taxa básica de juros a 14% ao ano. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta nesta terça: o CSI 300 avançou 1,3%, o Kospi subiu 1,62% e o Nikkei teve leve valorização de 0,32%, impulsionados pela recuperação de papéis de inteligência artificial e chips. Já o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,6%.

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