Economia

Brasil inicia reciprocidade contra tarifas dos EUA

Dólar recua nesta sexta e mercado também observa varejo dos EUA e tensão no Irã
Bandeiras do Brasil e dos EUA em confronto, simbolizando a reciprocidade tarifas Brasil EUA na guerra comercial

O governo brasileiro deu início nesta sexta-feira (14) ao processo para aplicar medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos, em resposta às tarifas impostas pelo governo americano a produtos do Brasil. A medida ainda passa por análise antes de entrar em vigor.

No mercado financeiro, o dólar abriu a sessão em queda de 0,25%, cotado a R$ 5,1793 por volta das 9h15, enquanto o Ibovespa inicia os negócios às 10h.

Desemprego recua e varejo dos EUA move mercado

A agenda de indicadores desta sexta-feira tem como destaque a Pnad Contínua Trimestral, divulgada pelo IBGE. Segundo o instituto, a taxa de desemprego caiu em 13 estados brasileiros no segundo trimestre deste ano, com a taxa de desocupação nacional fechando em 5,4% no período.

Nos Estados Unidos, o foco do dia fica com os dados de vendas no varejo referentes a julho. O mercado projeta alta de 0,1% na comparação mensal. Também deve sair a leitura preliminar da confiança do consumidor da Universidade de Michigan, indicador acompanhado de perto por investidores para medir o ânimo do consumo americano.

A medida de reciprocidade anunciada pelo governo brasileiro permite ao país aplicar aos Estados Unidos as mesmas tarifas ou restrições impostas a produtos brasileiros. A proposta, no entanto, ainda depende da conclusão do processo de análise antes de qualquer aplicação prática.

Bessent ameaça Irã com isolamento econômico

No Oriente Médio, a escalada de tensões segue pressionando os mercados globais. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, ameaçou o Irã com um isolamento econômico “como o mundo nunca viu”, sinalizando que o governo Trump está disposto a intensificar a pressão para encerrar o conflito na região, que se aproxima de seis meses sem solução.

O tom mais duro contrasta com declarações do início de agosto, quando a Casa Branca falava em acordo iminente para reabrir o Estreito de Ormuz — rota por onde passavam 20% do petróleo mundial antes da guerra e que segue fechada pelo Irã. Segundo Bessent, a estratégia combina asfixia financeira e bloqueio físico, em comparação direta com os casos de Cuba e Venezuela.

Bolsas asiáticas fecham mistas

Na Ásia, as bolsas chinesas terminaram a sexta-feira praticamente estáveis, com o CSI 300 em alta de 0,04% e o SSEC de Xangai com ganho de 0,01%. O Hang Seng, de Hong Kong, recuou 1,1%. Já o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 2,42%, e o Nikkei, do Japão, avançou 0,59%.

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