Meio ambiente

Ministro do Meio Ambiente nega desmatamento ilegal usado por Trump em tarifaço

Governo brasileiro classifica decisão americana como 'marco lastimável' e cogita reciprocidade econômica
Capobianco nega desmatamento ilegal como motivo do tarifaço dos EUA imposto por Trump ao Brasil

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, classificou nesta quinta-feira (16) como “absolutamente improcedentes” os argumentos usados pelos Estados Unidos sobre desmatamento ilegal para justificar o novo tarifaço de 25% contra produtos brasileiros.

Segundo ele, toda madeira exportada pelo Brasil é certificada e monitorada por Ibama e Receita Federal, o que torna inverídica a alegação americana de que o país estaria inundando o mercado internacional com madeira ilegal.

De acordo com Capobianco, o sistema de exportação de madeira brasileiro está entre os mais rigorosos do mundo, com fiscalização feita pelo Ibama e pela Receita Federal em todas as etapas, da floresta até o embarque nos portos.

Cadeia de custódia sob monitoramento

“Não é possível hoje, em nenhum porto brasileiro, exportar uma madeira sem a verificação e a comprovação da cadeia de custódia”, afirmou o ministro, negando que o país esteja inundando o mercado internacional com produtos de origem ilegal.

O ministro disse ainda que o Ministério do Meio Ambiente recebeu a decisão americana com indignação, classificando como distorção o uso dos dados de desmatamento pela gestão de Donald Trump para justificar a nova tarifa.

Além do desmatamento, o USTR também citou Pix, corrupção e big techs entre os argumentos usados para justificar o tarifaço de 25%.

Capobianco destacou que o Brasil reduziu 50% do desmatamento nos últimos três anos e que o recuo segue em 2026: em junho, a queda foi de 38%, e o primeiro semestre teve o menor índice da última década.

A nova tarifa foi confirmada pelos EUA com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo usado para investigar práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano. Uma extensa lista de produtos, porém, ficou fora da sobretaxa.

O governo Lula classificou a decisão como um “marco lastimável” na relação bilateral e afirmou que pode recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica. Dias antes, em rodada de negociação, dados sobre desmatamento apresentados pelo Brasil já haviam sido descartados pelos negociadores americanos, sem contraproposta.

Horas antes da fala de Capobianco, o vice-presidente Geraldo Alckmin já havia classificado a tarifa como “injusta e descabida” em coletiva no Planalto.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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