Economia

Galípolo defende PIX como seguro e instantâneo diante dos EUA

Presidente do Banco Central promete ampliar cooperação para levar o sistema de pagamentos a outros países
Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defende PIX seguro e instantâneo diante dos EUA

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu nesta quinta-feira (16) o PIX como um meio de pagamento seguro e instantâneo, capaz de ampliar a inclusão financeira da população brasileira.

A declaração responde ao Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que acusa o Banco Central de desfavorecer provedores de pagamento eletrônico dos EUA para beneficiar o sistema nacional.

Acusação do USTR e resposta institucional

O embate ocorre depois de o USTR classificar a atuação do Banco Central como uma barreira contra empresas americanas do setor de pagamentos. Segundo o órgão, a autoridade monetária brasileira teria criado condições que desfavorecem provedores dos Estados Unidos enquanto protegem o PIX da concorrência externa.

Galípolo rebateu a crítica ao reforçar as qualidades do sistema para o consumidor brasileiro, descrevendo-o como uma ferramenta que soma segurança, agilidade e alcance social — características que, segundo ele, justificam a preferência da população pelo meio de pagamento nacional.

A resposta do presidente do Banco Central se soma à defesa formal que o Itamaraty já havia apresentado ao USTR, na qual o sistema brasileiro foi comparado ao FedNow, plataforma equivalente operada pelo Federal Reserve americano.

Plano de expansão e reações anteriores

Além de rebater as críticas, Galípolo afirmou que trabalhará pela ampliação de termos de cooperação técnica para que o PIX chegue a outros países, movimento que amplia a dimensão internacional da disputa.

A fala reforça compromissos já assumidos por outras autoridades brasileiras. Semanas antes, o ministro da Fazenda Dario Durigan já havia defendido o PIX como sistema legítimo e pedido “racionalidade” aos EUA diante da ameaça de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

O plano de internacionalização também ecoa a postura do senador Flávio Bolsonaro, que prometeu ao USTR que o PIX não se conectaria a sistemas de liquidação “não ocidentais”, na tentativa de reduzir as tensões com Washington.

Até o momento, o caso segue em atualização e novos desdobramentos são esperados nos próximos dias.

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