Negócios

Amcham vê ‘janela’ para negociar tarifa de 25% dos EUA antes de julho

Câmara bilateral defende que governos intensifiquem tratativas antes da decisão final, prevista para 15 de julho
Tarifas americanas e produtos brasileiros em negociação: Lula busca acordo antes de julho

A Amcham Brasil alertou nesta terça-feira (2) que a sobretaxa de 25% proposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros vai elevar custos, reduzir a competitividade e criar obstáculos ao comércio e aos investimentos bilaterais — caso se confirme.

Ao mesmo tempo, a entidade identificou uma abertura: o relatório americano reconhece avanços no diálogo entre os dois governos e sinaliza interesse na continuidade das negociações até a decisão final, prevista para 15 de julho.

A avaliação da Amcham veio um dia após a divulgação do relatório do USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA), que formalizou a proposta de tarifa de 25% sobre mercadorias do Brasil. O documento distribuiu as críticas em seis eixos — de propriedade intelectual a anticorrupção — e abriu prazo de consulta pública antes de qualquer sanção definitiva, marcada para 15 de julho.

Para o presidente da Câmara Americana de Comércio para o Brasil, os dois governos devem intensificar seus esforços nas próximas semanas para chegar a uma solução que preserve as condições para o crescimento do comércio e dos investimentos bilaterais.

O relatório americano também registrou progressos no diálogo bilateral, intensificado após o encontro dos presidentes em 7 de maio. As tratativas avançaram formalmente quando técnicos dos dois países se reuniram por videoconferência em 19 de maio — o primeiro resultado concreto do prazo de 30 dias negociado por Lula e Trump.

Janela de negociação até 15 de julho

O prazo de consulta pública aberto pelo USTR antes de qualquer sanção definitiva amplia o espaço para a diplomacia. Para a Amcham Brasil, a combinação desse mecanismo com o reconhecimento americano dos avanços no diálogo bilateral sinaliza que o desfecho ainda não está definido.

O presidente da entidade defendeu que os dois governos cheguem a uma solução que “enderece as questões em discussão” e preserve as condições para o crescimento do comércio e dos investimentos — o que, na prática, significa evitar que as tarifas sejam confirmadas no formato proposto pelo USTR.

O encontro de 7 de maio entre os presidentes dos dois países é apontado pela Amcham como o ponto de inflexão que intensificou o diálogo bilateral. As próximas semanas de negociação, até o prazo de julho, serão determinantes para o futuro das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

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