A Organização Mundial do Comércio tornou pública a resposta dos Estados Unidos ao pedido do Brasil sobre o tarifaço. O governo Trump aceitou iniciar consultas, mas afirmou que algumas medidas não são passíveis de revisão por tratarem de segurança nacional.
O documento americano não detalha quais ações específicas poderão ser discutidas nas negociações com o Brasil.
Resposta dos Estados Unidos à OMC
Em resposta ao recurso apresentado pelo Brasil, o governo Trump comunicou à OMC que aceita o pedido de consulta feito pelo país sul-americano. No entanto, os Estados Unidos ressaltaram que determinadas ações relacionadas ao tarifaço imposto ao Brasil não estão sujeitas à revisão pela organização, pois envolvem questões consideradas de segurança nacional.
A resposta americana foi divulgada oficialmente pela OMC, mas não traz detalhes sobre quais medidas específicas poderão ou não ser objeto de negociação entre os dois países. O posicionamento dos Estados Unidos indica que haverá limitações no escopo das discussões, especialmente em relação às ações justificadas por motivos de segurança nacional.
O governo brasileiro havia recorrido à OMC contestando o aumento de tarifas promovido pelos Estados Unidos, alegando prejuízos ao comércio bilateral. O aceite parcial do governo Trump ao pedido de consulta demonstra disposição para dialogar, mas também impõe restrições ao processo de negociação.
O impasse sobre o que pode ou não ser discutido na OMC pode prolongar as tratativas e dificultar uma solução rápida para o conflito comercial. A ausência de detalhes sobre as medidas excluídas das negociações gera incerteza para os setores econômicos afetados pelo tarifaço.