Política

Tarcísio defende anistia após visitar Bolsonaro e propõe pacificação nacional

Governador de São Paulo sugere aprovação de anistia aos condenados do 8 de Janeiro e comenta estado de saúde de Bolsonaro

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu nesta segunda-feira (29) a aprovação da anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro como medida de pacificação nacional.

Após visitar Jair Bolsonaro em Brasília, Tarcísio classificou como ‘triste’ a situação de saúde do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar.

O encontro ocorreu na residência de Bolsonaro e durou cerca de três horas, seguido de entrevista à imprensa.

Declarações de Tarcísio após encontro

Após a visita, Tarcísio de Freitas afirmou que a aprovação do PL da Anistia representa um caminho para a pacificação do país. Segundo o governador, embora o tema não tenha sido discutido diretamente com Jair Bolsonaro durante a reunião, ele acredita que a medida é importante para superar divisões políticas. “É triste ver Bolsonaro na situação de saúde em que está”, declarou Tarcísio aos jornalistas presentes.

O governador também destacou que a visita representou seu principal compromisso em Brasília no dia. Além do encontro com o ex-presidente, Tarcísio se reuniu com Vicente Santini, chefe da representação do governo de São Paulo na capital federal, antes de retornar ao estado.

Detalhes da visita e contexto político

Esta foi a segunda vez que Tarcísio de Freitas visitou Jair Bolsonaro desde que o ministro Moraes determinou a prisão domiciliar do ex-presidente, motivada por descumprimento de ordens judiciais. O encontro desta segunda-feira (29) foi o primeiro após a condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Durante a reunião, também estiveram presentes dois dos filhos do ex-presidente: Flávio, senador pelo PL-RJ, e Jair Renan, vereador em Balneário Camboriú (SC). Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto.

A defesa da anistia por Tarcísio se insere em um contexto de debates nacionais sobre reconciliação política, especialmente após os episódios do 8 de Janeiro, que resultaram em condenações e polarização.