Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, busca o apoio integral do Podemos à proposta de anistia para os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. Na quarta-feira (3), ele se reuniu com Silas Malafaia e Sóstenes Cavalcante no Palácio dos Bandeirantes, após negociações em Brasília.
O movimento ocorre em meio ao julgamento de Bolsonaro e à proximidade dos atos de 7 de setembro, que preocupam autoridades quanto à segurança.
Negociações políticas e reuniões estratégicas
O Podemos, partido da base de apoio de Tarcísio em São Paulo e com 17 deputados federais, é visto como peça-chave para avançar a proposta de anistia que tramita na Câmara dos Deputados. Segundo fontes, o objetivo do governador é garantir o apoio unificado da legenda.
Na segunda-feira, Tarcísio se reuniu no Palácio dos Bandeirantes com Marcos Pereira, presidente do Republicanos, e fez contato telefônico com Hugo Motta, presidente da Câmara e seu correligionário. Na terça-feira (2), viajou a Brasília para negociar apoios à anistia. Já na quarta, de volta a São Paulo, encontrou-se com o pastor Silas Malafaia e o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, também no Palácio dos Bandeirantes.
Discussão sobre a anistia
No encontro de quarta, o foco esteve nos apoios que ainda faltam para viabilizar a proposta de anistia, embora o tema tenha sido tratado de forma superficial. Uma nova reunião sobre o assunto está prevista para quinta-feira (4), em Brasília, entre Hugo Motta e Sóstenes Cavalcante.
Preocupações com os atos de 7 de setembro
Além da anistia, as lideranças discutiram a segurança dos atos de 7 de setembro, marcados para o próximo domingo. A realização simultânea de manifestações da direita e da esquerda aumenta o receio de conflitos, levando à necessidade de reforço em inteligência e segurança.
Aliados de Bolsonaro esperam que o ato na avenida Paulista reúna público semelhante ao da última manifestação em agosto. Entre os confirmados estão Tarcísio, Malafaia, Sóstenes, o governador de Minas Gerais Romeu Zema, Michelle Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira.
Por outro lado, alguns nomes presentes em atos anteriores, como o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), e o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), já informaram que não poderão comparecer ao evento.