Líderes do Centrão buscam aprovar uma anistia para o ex-presidente Bolsonaro após o julgamento da ação penal, mas avisam que não haverá reversão de sua inelegibilidade.
O julgamento começa nesta terça-feira (02), e aliados do ex-presidente reconhecem que não há clima no Congresso para anistia que beneficie Bolsonaro e envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Aliados afirmam que Bolsonaro foi orientado a aceitar a anistia como alternativa ao indulto, considerado de difícil aprovação jurídica e política.
Negociações no Congresso
Durante o julgamento da ação penal, líderes do Centrão afirmam que o Congresso Nacional não está disposto a aprovar uma anistia ampla para Bolsonaro e os envolvidos nos eventos de 8 de janeiro de 2023. Segundo um aliado do ex-presidente, “Bolsonaro e seus filhos precisam entender que não dá para garantir a presença dele na eleição do ano que vem”.
O foco das articulações é evitar a prisão do ex-presidente, mas sem permitir seu retorno à disputa eleitoral, mantendo a inelegibilidade já imposta.
Alternativas em discussão
Bolsonaro foi avisado de que é melhor tentar aprovar uma anistia agora do que esperar por um possível indulto após as eleições, caso um candidato de direita seja eleito e se comprometa com o perdão. A avaliação é que um indulto tem grandes chances de ser considerado inconstitucional, tornando a negociação por anistia ou até mesmo a redução de pena uma alternativa mais viável.
Implicações e próximos passos
As negociações do Centrão refletem a preocupação em buscar uma solução política para o ex-presidente, sem criar um precedente que permita seu retorno imediato à cena eleitoral. A possibilidade de redução de pena também está em análise caso a anistia não obtenha apoio suficiente no Legislativo.
O julgamento da ação penal será determinante para definir os rumos das discussões. O cenário indica que a prioridade é evitar a prisão de Bolsonaro, mas não há disposição para reverter sua inelegibilidade, mantendo-o afastado das eleições do próximo ano.
Aliados de Bolsonaro avaliam que a anistia pode ser a única alternativa viável, diante das dificuldades jurídicas e políticas para um indulto presidencial futuro.