Uma juíza de imigração dos Estados Unidos ordenou a deportação de Mahmoud Khalil para Síria ou Argélia nesta quarta-feira (17), alegando omissão de informações em seu pedido de green card.
Os advogados de Khalil informaram que vão recorrer, enquanto decisões federais impedem a deportação imediata durante o processo.
O governo Trump tenta deportar Khalil, de 30 anos, desde março, apesar de ele possuir o green card.
A decisão da juíza Jamee Comans foi baseada na alegação de que Mahmoud Khalil omitiu dados relevantes ao solicitar o green card, documento que garante residência legal nos Estados Unidos. Segundo a magistrada, a omissão comprometeu o processo de imigração, justificando a ordem de deportação para a Síria ou Argélia.
Os advogados de Khalil afirmaram que pretendem recorrer da decisão. Eles destacaram que, apesar da ordem de deportação, decisões de um tribunal distrital federal continuam em vigor, impedindo que o governo dos Estados Unidos execute a deportação ou detenção imediata de Khalil enquanto o processo federal segue em andamento.
Khalil, de 30 anos, está nos Estados Unidos com green card, mas é alvo de tentativas de deportação pelo governo Trump desde março. O caso ganhou repercussão por envolver sua participação em atos pró-Palestina, o que gerou debates sobre possíveis motivações políticas no processo.
A defesa de Mahmoud Khalil argumenta que o estudante está sendo alvo de perseguição política em razão de seu envolvimento em manifestações pró-Palestina. Eles ressaltam que a permanência das decisões federais impede qualquer ação imediata por parte das autoridades migratórias.
O caso de Khalil chama a atenção para o debate sobre direitos de imigrantes nos Estados Unidos e o impacto de manifestações políticas em processos de deportação. Grupos de direitos civis acompanham o desenrolar do processo e questionam a imparcialidade das decisões judiciais em contextos sensíveis.
Até o momento, não há previsão para a conclusão do processo federal, e Khalil permanece no país sob proteção judicial enquanto aguarda os próximos desdobramentos legais.