Política

Secretário dos EUA diz que migrantes com TPS precisam buscar green card ou sair

Suprema Corte abriu caminho para retirar proteção de 350 mil haitianos e sírios; venezuelanos já foram afetados
Fim do TPS para imigrantes nos EUA: Suprema Corte revoga proteção de haitianos e sírios

O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, afirmou neste domingo (28) que estrangeiros com Status de Proteção Temporária (TPS) têm dois caminhos: solicitar a residência permanente ou retornar ao país de origem.

A declaração reforça o endurecimento da política migratória do governo Trump, que vem sistematicamente reduzindo o alcance do programa — deixando centenas de milhares de pessoas em situação incerta nos EUA.

O que é o TPS e por que está ameaçado

O Status de Proteção Temporária é um programa federal que permite a cidadãos de países marcados por guerras, desastres naturais ou crises humanitárias viver e trabalhar nos Estados Unidos enquanto as condições no país de origem tornam o retorno inseguro. O benefício, porém, não garante acesso automático ao green card.

A declaração de Mullin vem dias após a Suprema Corte votar 6 a 3 para permitir a retirada do TPS de cerca de 350 mil haitianos e 6 mil sírios — removendo o principal obstáculo jurídico que impedia o governo de agir. Saiba mais sobre a decisão da Suprema Corte dos EUA que autorizou o fim do TPS para haitianos e sírios.

Antes disso, a administração Trump já havia revogado a proteção concedida a parte dos venezuelanos beneficiados pelo programa. Com o aval do tribunal, o governo agora tem condições legais para avançar sobre outros grupos.

Recuo parcial e o que esperar

No mês passado, o governo Trump recuou parcialmente de uma orientação que exigia que imigrantes em situação temporária saíssem dos Estados Unidos para solicitar o green card — uma exigência que, na prática, inviabilizaria o processo para muitos. A administração passou a admitir exceções em casos considerados extraordinários.

A combinação de declarações como a de Mullin com a flexibilização pontual reflete a tensão dentro da própria política migratória do governo: ao mesmo tempo que endurece o discurso público, enfrenta pressões jurídicas e humanitárias que forçam ajustes na implementação.

Para as comunidades afetadas — haitianos, sírios, venezuelanos e outros grupos —, o cenário atual é de crescente incerteza. Sem uma rota clara para a regularização e com o programa TPS sendo progressivamente desmontado, muitos se veem diante de uma escolha forçada entre iniciar um processo burocrático complexo ou enfrentar o retorno a países ainda em crise.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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