Política

Lula propõe ampliar poderes do Cade para fiscalizar fusões de big techs

Projeto de lei enviado ao Congresso amplia atuação do Cade sobre aquisições digitais e cria nova superintendência

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso um projeto de lei que amplia os poderes do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para fiscalizar fusões e aquisições de grandes plataformas digitais.

A proposta mira principalmente as big techs e prevê a criação de uma Superintendência de Mercados Digitais no Cade. O objetivo é atualizar as regras de defesa da concorrência para o mercado digital brasileiro.

Novas atribuições para o Cade

O projeto estabelece que o Cade terá foco na análise de fusões e aquisições em que uma das empresas envolvidas possua faturamento bruto anual superior a R$ 50 bilhões no mundo ou acima de R$ 5 bilhões no Brasil. A medida se aplica a plataformas de redes sociais, entrega de produtos e varejo on-line, setores em rápida expansão no país.

Com a proposta, o Cade deverá analisar e decidir sobre a autorização de operações de compra entre grandes empresas digitais e companhias menores. O texto prevê a criação da Superintendência de Mercados Digitais, departamento responsável por esses casos, cujo superintendente será indicado pelo presidente da República e precisará de aprovação do Senado Federal.

Essa nova área do Cade será encarregada de processar e fiscalizar o cumprimento de obrigações por parte das empresas consideradas de relevância sistêmica em mercados digitais. A palavra final sobre os casos continuará sendo do Tribunal do Cade.

Justificativas e práticas visadas

O governo argumenta que a atualização das regras de defesa da concorrência é necessária devido à complexidade do mercado digital, onde grupos econômicos atuam em múltiplos serviços. Segundo o governo, diferentes aplicativos podem pertencer ao mesmo dono, o que reduz a concorrência, inibe a inovação e prejudica a produtividade no setor.

Práticas anticoncorrenciais

Entre os comportamentos considerados anticoncorrenciais estão a falta de transparência nos buscadores, cobrança de taxas abusivas por lojas de aplicativos a empresas menores de tecnologia, venda casada de serviços e direcionamento nos meios de pagamento, entre outras ações.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Governo Lula coloca big techs no centro das negociações com Trump e adota medidas estratégicas

Lula envia ao Congresso projeto que regula economicamente big techs

Lula envia ao Congresso dois projetos de regulação para big techs

Governo Lula apresenta projetos de lei para regular big techs e proteger influenciadores digitais

Governo anuncia envio de projeto ao Congresso para regular big techs e punir crimes nas redes

Governo Lula adia regulação de conteúdo das big techs e prioriza proposta antitruste