Política

Maduro acusa Estados Unidos de agressão e convoca venezuelanos para defesa

Presidente venezuelano reage a ameaças dos EUA e mobiliza reservistas, milicianos e jovens para treinamentos militares

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou nesta segunda-feira (15) que o país enfrenta uma “agressão” dos Estados Unidos. Em discurso, Maduro afirmou que a Venezuela está apenas exercendo seu direito legítimo à defesa diante das ameaças norte-americanas.

O líder venezuelano também convocou reservistas, milicianos e jovens alistados para treinamentos de tiro em quartéis por todo o país, intensificando a mobilização diante das tensões recentes.

Resposta venezuelana às ameaças

Durante encontro com jornalistas, Nicolás Maduro destacou que há cinco semanas a Venezuela vem sendo ameaçada pelos Estados Unidos. Segundo ele, a reação do governo foi unir, empoderar e treinar o povo venezuelano, além de defender a sua versão dos fatos. “Muitos da mídia continuam classificando como tensão… Não é uma tensão. É uma agressão em todas as linhas: judicial, política, diplomática e militar”, afirmou.

Maduro acusou os EUA de utilizarem mentiras para justificar uma possível escalada militar e ataques ao país. “Eles usam uma mentira como desculpa para justificar uma escalada militar e um ataque criminoso contra a Venezuela”, declarou.

Convocação para treinamentos militares

No último fim de semana, o presidente venezuelano convocou reservistas, milicianos e jovens alistados a comparecer em quartéis para treinamentos de tiro. “O povo para seus quartéis para receber treinamento e aprender nos polígonos de tiro a atirar para a defesa da pátria”, anunciou Maduro em ato transmitido pela televisão estatal.

O treinamento, segundo ele, visa ensinar técnicas militares e principalmente o uso de armas de fogo.

Movimentação militar e contexto regional

Em agosto, os Estados Unidos enviaram oito navios de guerra e caças F-35 ao sul do Caribe, alegando manobras contra o tráfico internacional de drogas. Maduro, no entanto, acusa os EUA de tentarem interferir em governos latino-americanos sob o pretexto do combate ao narcotráfico. Duas semanas atrás, ele afirmou que as embarcações estavam “apontadas” para a costa venezuelana.

Na sexta-feira (12), Maduro declarou ter mobilizado “fuzis, tanques e mísseis” por todo o país para uma eventual defesa contra ataques dos navios norte-americanos. “Todas as armas que a República possui para se defender — fuzis, tanques e mísseis — foram mobilizados por todo o país para defender nosso direito à paz. Quem quer paz, prepare-se para defendê-la”, disse.

O presidente também ordenou o envio de pelo menos 25 mil militares para estados fronteiriços com a Colômbia e o Caribe, e incentivou o alistamento de civis na Milícia Bolivariana. Segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), a Milícia conta com cerca de 212 mil efetivos, além dos 123 mil soldados das forças armadas regulares. No entanto, generais reformados ouvidos pela AFP estimam que apenas cerca de 30 mil milicianos estão bem treinados e armados, sendo a força composta principalmente por aposentados, funcionários públicos e membros do Partido Socialista.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Venezuela realiza exercícios militares no Caribe em resposta a ameaças dos Estados Unidos

Maduro determina treinamento de civis por militares diante de tensão com os Estados Unidos

Maduro envia carta a Trump pedindo diálogo após ataques dos EUA a embarcações

Venezuela decreta estado de exceção e amplia poderes de Maduro diante de ameaça dos EUA

EUA matam seis em novo ataque a barco no Pacífico; total chega a 157 mortos

EUA matam líder do Tren de Aragua em operação conjunta com a Venezuela