Política

EUA matam líder do Tren de Aragua em operação conjunta com a Venezuela

Pentágono diz que morte de Niño Guerrero manda recado geopolítico à América Latina
Morte de líder Tren de Aragua demonstra operação EUA-Venezuela em resposta a crime organizado na região

Niño Guerrero, fundador e líder máximo do Tren de Aragua, foi morto na noite de sexta-feira (12) em uma operação militar americana coordenada com autoridades venezuelanas.

Um funcionário do Pentágono afirmou neste sábado que a ação “envia uma mensagem clara à América Latina” sobre o compromisso do governo Trump no combate ao narcotráfico e ao crime transnacional.

O presidente Donald Trump confirmou o ataque nas redes sociais, descrevendo-o como “rápido e letal”, e publicou um vídeo aéreo que registra a explosão de um edifício.

Quem era Niño Guerrero

Mesmo cumprindo pena, Guerrero continuou a comandar o Tren de Aragua e impulsionou a expansão da facção, tornando-a uma das maiores organizações criminosas da América Latina — aproveitando o fluxo migratório gerado pela crise econômica venezuelana.

Durante anos no controle do Centro Penitenciário de Aragua (prisão de Tocorón), o local ganhou uma infraestrutura construída sob seu comando e comparada à de um hotel de luxo.

Em 2023, as autoridades venezuelanas realizaram uma megaoperação para retomar o presídio. Encontraram arsenais de guerra — granadas, lança-foguetes e explosivos — e túneis secretos para o exterior. Guerrero escapou.

Indiciamento e recompensa

Em dezembro de 2025, o governo Trump indiciou formalmente Guerrero em um tribunal federal de Manhattan por conspiração para extorsão, terrorismo, importação de drogas e crimes relacionados a armas de fogo. O Departamento de Justiça oferecia até US$ 5 milhões por informações que levassem à sua captura.

O processo em Nova York conecta Guerrero a Nicolás Maduro, à primeira-dama Cilia Flores, ao ministro do Interior Diosdado Cabello e a um dos filhos do governante venezuelano — colocando o regime de Caracas no centro das acusações americanas.

No Brasil, a facção está enraizada em Roraima há quase uma década — controlando garimpo ilegal, tráfico de drogas e exploração sexual na fronteira com a Venezuela, com ordens que partiam de Las Claritas, último reduto venezuelano antes da divisa. Veja como o Tren de Aragua domina a fronteira em Roraima.

O recado geopolítico de Trump

A operação contra Guerrero integra um padrão mais amplo da política externa de Washington. No início de junho, o governo americano oficializou no Federal Register a designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais — sinalizando que a ofensiva vai além dos grupos de origem hispânica. Entenda como o Federal Register oficializou o PCC e o CV como terroristas.

No último ano, Trump intensificou ações contra o Tren de Aragua, incluindo operações contra embarcações suspeitas de participar de rotas de narcotráfico no Caribe e no Pacífico.

A pressão regional também avança pelo lado sul-americano: em maio, Argentina, Chile, Bolívia, Equador e Peru firmaram em Santiago um plano conjunto de combate ao crime transnacional, citando diretamente a expansão do Tren de Aragua como um dos principais motivadores. Conheça o plano regional de cinco países contra o crime organizado.

A pesquisadora Ronna Rísquez, autora de livro sobre a facção, já havia alertado que a megaoperação venezuelana de 2023 em Tocorón não representava o desmantelamento da organização. Com a morte de Guerrero, analistas aguardam para saber se a estrutura descentralizada da facção sobreviverá à perda de sua principal liderança.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
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