O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, é julgado pelo STF sob acusações de participação em uma trama golpista. O julgamento, iniciado nesta terça-feira (2), envolve oito réus do chamado núcleo crucial, segundo a PGR.
Mauro Cid é acusado de crimes como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada e dano ao patrimônio da União. A defesa sustenta que ele apenas cumpria tarefas e colaborou com a Justiça.
Acusações e penas previstas
O Supremo Tribunal Federal iniciou o julgamento do núcleo crucial da trama golpista, com destaque para o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid. Ele responde por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
As penas variam conforme o crime: tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito prevê de 4 a 8 anos; tentativa de golpe de Estado, de 4 a 12 anos; participação em organização criminosa armada, de 3 a 8 anos, podendo chegar a 17 anos com agravantes; dano qualificado, de seis meses a 3 anos; e deterioração de patrimônio tombado, de um a 3 anos.
Posicionamento da PGR
De acordo com a Procuradoria-Geral da República, Mauro Cid era peça central da organização criminosa, atuando como porta-voz de Bolsonaro e transmitindo ordens. A colaboração de Cid foi considerada fundamental para revelar documentos como a chamada minuta do golpe e outros planos de ruptura institucional. O procurador-geral Paulo Gonet destacou o papel estratégico de Cid na engrenagem golpista.
Argumentos da defesa
A defesa de Mauro Cid afirma que ele apenas cumpria tarefas burocráticas, sem envolvimento em articulação golpista. Os advogados ressaltam que Cid colaborou com a Justiça, firmando acordo de delação premiada e contribuindo para o esclarecimento da investigação.
Os defensores pedem a manutenção dos benefícios pactuados no acordo, argumentando que ele não pode ser responsabilizado como mentor ou autor intelectual dos crimes pelos quais responde.