O julgamento do núcleo central da trama golpista teve início nesta terça-feira (2) na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. Entre os oito réus está o general da reserva Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional.
Heleno é acusado de crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e dano ao patrimônio da União. A defesa rejeita as acusações e afirma que ele não participou de articulações golpistas.
Acusações contra Augusto Heleno
De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), Augusto Heleno fazia parte do núcleo estratégico da organização criminosa responsável pela tentativa de ruptura democrática. A denúncia aponta que ele teria tido papel ativo nas articulações para a abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de impedir a posse do presidente eleito.
Entre os indícios apresentados pela PGR, está uma agenda apreendida na residência de Heleno, contendo registros considerados de teor golpista. Além disso, o ex-ministro responde por crimes de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
Argumentos da defesa
A defesa de Augusto Heleno nega que ele tivesse conhecimento de qualquer plano golpista. Segundo os advogados, as anotações encontradas em sua agenda eram apenas lembretes pessoais, sem relação com articulações ilícitas.
Os representantes de Heleno também alegam que, a partir do segundo ano do governo Bolsonaro, sua influência nas decisões do governo foi significativamente reduzida. Por esse motivo, afirmam que ele não poderia ser responsabilizado por ações de alto escalão voltadas a impedir a posse de Lula.