Manifestações em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro ocorreram neste domingo (3) em diversas cidades do Brasil, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília e Belém.
Os atos, organizados por aliados de Bolsonaro, reuniram milhares de pessoas e foram marcados por pedidos de anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro e críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel foram vistas entre os manifestantes, que também protestaram contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Mobilização nacional e participação política
Os protestos pró-Bolsonaro ocorreram simultaneamente em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Belém, Recife, Fortaleza, Vitória, Manaus, Belo Horizonte, Porto Alegre, Campo Grande e Aracaju, além de cidades do interior paulista como Araçatuba, São José do Rio Preto e Bauru.
Em São Paulo, a Avenida Paulista foi o principal palco, com concentração próxima ao MASP a partir das 14h. O evento, convocado pelo líder religioso Silas Malafaia, reuniu 37,6 mil pessoas no auge, segundo o Monitor do Debate Político do Cebrap em parceria com a ONG More in Common. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) marcou presença.
No Rio de Janeiro, a manifestação ocorreu na orla de Copacabana, organizada pelo senador Flávio Bolsonaro, que colocou o ex-presidente Jair Bolsonaro no viva-voz para falar ao público. O governador Cláudio Castro (PL) também discursou. Devido a restrições judiciais, Bolsonaro não pôde comparecer pessoalmente.
Em Salvador, o ato “Reaja Brasil” começou às 9h na orla da Barra, com uso de trio elétrico, hino nacional e orações. O grupo pediu anistia aos acusados do atentado de 8 de janeiro e apoio ao governo de Donald Trump.
Outras capitais como Porto Alegre, Belém, Vitória, Fortaleza, Recife, Manaus, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande e Aracaju também registraram manifestações, com presença de políticos do Partido Liberal (PL), carros de som, faixas bilíngues e pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.
Reivindicações e símbolos dos protestos
Os manifestantes pediram principalmente a anistia dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, além de críticas contundentes ao Supremo Tribunal Federal e ao ministro Alexandre de Moraes. Faixas em português e inglês pediam o fim da “ditadura do Supremo” e o afastamento do ministro.
Além das bandeiras do Brasil, eram visíveis bandeiras dos Estados Unidos, Israel e do Império do Brasil, sinalizando apoio internacional e à direita global. Cartazes com “Fora Lula” e “Fora Moraes” foram frequentes.
Em cidades como Belém, Porto Alegre e Manaus, políticos do PL e vereadores participaram ativamente. Em Belo Horizonte, o deputado federal Nikolas Ferreira e o deputado estadual Bruno Engler estiveram presentes. Em Campo Grande, os manifestantes bloquearam vias e exigiram que o Senado discutisse pedidos de impeachment de Moraes.
Apesar do clima pacífico, os protestos evidenciaram a polarização política e a mobilização de bases conservadoras em torno de pautas como anistia, críticas ao STF e apoio a figuras internacionais como Donald Trump. O aumento do número de participantes em relação a manifestações anteriores indica fortalecimento do movimento.