A equipe de Donald Trump elevou o tom das críticas ao Brasil antes da decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre o recurso da defesa de Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.
O governo Lula também se prepara para definir um plano de contingência diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, enquanto rejeita a ingerência americana no caso.
Pressão internacional e movimentações políticas
Nos últimos dias, aliados de Donald Trump intensificaram ataques ao governo brasileiro e ao Supremo Tribunal Federal. O conselheiro de Trump, Jason Miller, afirmou que não vai desistir até que Bolsonaro esteja livre, mensagem replicada por Eduardo Bolsonaro. Além disso, o número dois da secretaria de Estado americana fez críticas públicas ao STF e à administração de Luiz Inácio Lula da Silva.
Enquanto isso, o ministro Alexandre de Moraes aguarda um parecer da Procuradoria Geral da República (PGR) sobre o recurso apresentado pelos advogados de Jair Bolsonaro. A defesa solicita a revogação da prisão domiciliar do ex-presidente ou, caso não seja atendida, que o recurso seja analisado pelo plenário de onze ministros do Supremo Tribunal Federal, e não apenas pela Primeira Turma.
Dentro do STF, a maioria dos ministros considera que havia fundamentos técnicos para a prisão, devido ao descumprimento de medidas cautelares relacionadas ao uso de redes sociais. No entanto, prevalece o entendimento de que não houve gravidade suficiente nas ações de Bolsonaro para justificar a manutenção do clima de tensão política, e Moraes pode submeter sua decisão à Primeira Turma do tribunal.
Repercussão e próximos passos
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva se posicionou contra a ingerência americana no processo envolvendo Jair Bolsonaro. A expectativa é que Alexandre de Moraes decida sobre o recurso ainda nesta semana. Caso o pedido da defesa não seja aceito, há a possibilidade de o caso ser levado ao plenário do STF.
Em paralelo, o governo Lula finaliza nesta segunda-feira (11) os detalhes do plano de contingência para minimizar os impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos setores mais afetados. No momento, a equipe do presidente acredita que não haverá novas medidas comerciais por parte dos EUA, o que levou o governo brasileiro a desistir de retaliar o país norte-americano.