O polo produtor de tangerina do Espírito Santo projeta para 2025 uma safra 30% maior, resultado de condições climáticas favoráveis e investimentos em tecnologia agrícola.
Conceição do Castelo, segundo maior produtor da fruta no estado, lidera a expectativa de crescimento, impulsionando a economia e o agroturismo regional.
Crescimento da produção e impacto econômico
O Espírito Santo se destaca nacionalmente na produção de tangerina ponkan, especialmente na região Serrana, onde Conceição do Castelo e outros seis municípios formam o chamado Polo da Tangerina. Anualmente, são colhidas mais de 24 mil toneladas da fruta, movimentando cerca de R$ 12 milhões. O aumento previsto para 2025 deve gerar mais empregos e aquecer o comércio agrícola local.
Fatores que impulsionam a safra
O clima favorável, aliado a investimentos em técnicas modernas de cultivo, manejo integrado de pragas e irrigação eficiente, tem elevado a produtividade e a qualidade dos frutos. Produtores relatam que a colheita deste ano começou um pouco mais tarde, mas deve se estender até agosto, beneficiando propriedades em áreas mais altas.
Diferenças entre tangerina, mexerica e ponkan
Segundo Cleber Cássio Ferreira, extensionista do Incaper, a ponkan corresponde a 99% da produção local e é uma variedade da tangerina, com frutos maiores, mais doces e de casca solta. Já a mexerica é menor, de casca mais fina e sabor mais azedo.
Agroturismo e aproveitamento integral da produção
Além da venda direta, o agroturismo ganha força na região, com propriedades oferecendo experiências como o sistema “colhe e pague”, onde turistas colhem e degustam a fruta no campo. Frutas menores, que não têm saída no comércio tradicional, são transformadas em doces, geleias e bebidas, ampliando o aproveitamento da safra.
Desafios e suporte técnico
Apesar das condições favoráveis, produtores demonstram preocupação com as mudanças climáticas, que têm alterado o comportamento das lavouras e favorecido pragas. Para enfrentar esses desafios, contam com assistência técnica do Incaper no controle de pragas e manejo sustentável.
Mercado e perspectivas
Grande parte da produção é destinada ao mercado interno, principalmente ao Rio de Janeiro, com apoio de cooperativas que garantem preços melhores. Mesmo com experimentos de outras variedades, a ponkan segue como destaque, sendo valorizada por sua doçura e qualidade, reconhecida tanto por consumidores quanto por turistas.