Política

Supremo mantém foco no julgamento de Bolsonaro e evita armadilha de Trump

Ministros do STF reforçam prioridade no julgamento da tentativa de golpe e reagem com cautela a sanções dos EUA a Alexandre de Moraes

Ministros do STF decidiram manter o foco no julgamento da tentativa de golpe envolvendo Jair Bolsonaro, evitando reagir à sanção do presidente dos EUA, Donald Trump, contra Alexandre de Moraes.

A orientação é que as falas na abertura do semestre judiciário sejam firmes, mas sóbrias, priorizando a conclusão do julgamento.

O jantar entre Lula, ministros do STF e autoridades reforçou solidariedade a Moraes e defesa da soberania nacional.

Reação do STF às sanções dos EUA

O clima entre os ministros do STF é de unanimidade quanto à necessidade de não desviar a atenção do julgamento da tentativa de golpe de Estado envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. A Corte avalia que a sanção imposta por Donald Trump ao ministro Alexandre de Moraes, por meio da Lei Magnitsky, é uma armadilha para desestabilizar o processo judicial brasileiro.

Trump tem direcionado críticas a Moraes por dois motivos principais: o julgamento de Bolsonaro e as ações para alinhar as big techs à legislação nacional. Apesar disso, ministros defendem que a resposta institucional deve ser sóbria e focada.

Expectativa para a sessão de abertura

Na sessão de abertura do segundo semestre do Judiciário, marcada para sexta-feira (1º), espera-se que se pronunciem o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, o decano Gilmar Mendes e o próprio Alexandre de Moraes. Outros ministros também podem se manifestar, mas a orientação é de cautela.

Estratégias e bastidores políticos

Integrantes do STF observam que a família Bolsonaro busca criar um “nevoeiro” para dificultar o julgamento, que está em fase final. Alexandre de Moraes já sinalizou que o julgamento deve ocorrer ainda em setembro.

Ministros avaliam que, caso Bolsonaro seja condenado, a pressão se voltará para o Congresso Nacional, especialmente sobre a possibilidade de anistia. Por isso, esperam posturas firmes dos presidentes da Câmara e do Senado em defesa das instituições.

A nota do presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, sobre a sanção a Moraes, foi considerada tímida. Recentemente, Eduardo Bolsonaro chegou a ameaçar Alcolumbre e Hugo Motta, indicando que também poderiam ser alvo de sanções de Trump.

Jantar de solidariedade

Na noite de quinta-feira, Lula reuniu ministros do STF, incluindo Moraes e Barroso, além do procurador-geral Paulo Gonet e do ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. O encontro reforçou a solidariedade a Moraes e a defesa da soberania nacional.

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