O Supremo Tribunal Federal abriu o semestre nesta sexta-feira (1º), após o recesso de julho, com uma cerimônia marcada por manifestações em defesa da Corte e do ministro Alexandre de Moraes.
A sessão ocorreu após Moraes ser sancionado por Donald Trump com base na Lei Magnitsky, e contou com discursos de ministros reforçando a importância do STF.
Retomada dos trabalhos e manifestações de apoio
Na cerimônia de abertura do semestre, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, destacou a missão da Corte de proteger a democracia e impedir retrocessos. “Nossa missão é impedir volta ao passado”, afirmou Barroso, referindo-se a ações golpistas e ameaças recentes ao tribunal.
O ministro Gilmar Mendes também se pronunciou, enfatizando que o “Supremo não se dobra a intimidações”, em referência às pressões externas e aos ataques institucionais que a Corte tem enfrentado.
Alexandre de Moraes, alvo de sanções impostas por Donald Trump com base na Lei Magnitsky durante o recesso, declarou que irá ignorar as medidas e seguirá desempenhando suas funções normalmente.
A sessão de abertura do semestre do Supremo Tribunal Federal foi marcada pelo contexto das sanções impostas a Alexandre de Moraes, que repercutiram durante o recesso da Corte. As manifestações dos ministros evidenciaram a preocupação com tentativas de desestabilização institucional e reafirmaram o compromisso do tribunal com a democracia e o Estado de Direito.
O posicionamento firme dos ministros, especialmente de Barroso e Gilmar Mendes, buscou transmitir confiança à sociedade e reforçar a independência do STF diante de pressões políticas e internacionais. O episódio envolvendo Trump e Moraes serviu de pano de fundo para os discursos de unidade e defesa da instituição.