O presidente Donald Trump anunciou novas tarifas de importação sobre produtos de diversos países, atingindo especialmente o Brasil, que recebeu taxa de 50%. A medida, oficializada em 30 de julho, passa a valer em 7 de agosto e afeta também Síria, Suíça e Canadá. O governo brasileiro, segundo Fernando Haddad, não pretende retaliar os EUA.
Exportadores brasileiros enfrentam dificuldades para redirecionar alimentos a outros mercados diante das novas barreiras. O impacto varia entre países, com Reino Unido e Ilhas Malvinas entre os menos afetados.
Impacto do tarifaço nos países
O Brasil foi o país mais afetado pelo aumento das tarifas dos EUA, com uma alíquota de 50% sobre produtos exportados. O decreto foi assinado por Donald Trump em 30 de julho. Síria, Laos e Mianmar seguem na lista, com taxas de 41% e 40%, respectivamente. Os menos atingidos foram Reino Unido e Ilhas Malvinas, ambos com tarifas de 10%.
O Canadá teve sua tarifa elevada de 25% para 35%. A Casa Branca justificou a medida como resposta à “inação e retaliação” canadense. Outros países incluídos na nova rodada de tarifas são Síria, Israel e África do Sul.
Trump declarou que países sem acordo comercial com os EUA até 1º de agosto seriam submetidos às taxas mais altas. O presidente americano relatou que o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, tentou contato antes do prazo, mas não houve diálogo. Trump também mencionou que a posição do Canadá sobre o Estado Palestino poderia dificultar negociações, sem ser um impedimento definitivo.
Cartas e negociações
Desde julho, o governo dos EUA enviou 25 notificações a parceiros comerciais, estipulando tarifas entre 20% e 50% caso não houvesse acordo até 1º de agosto. O Brasil recebeu a maior tarifa entre os notificados.
Exceções brasileiras e setores afetados
Apesar do peso da tarifa de 50%, o Brasil obteve uma lista de exceções divulgada pela Casa Branca. Aproximadamente 700 itens, incluindo setores estratégicos como aeronáutico, energético e agrícola, foram poupados da sobretaxa. Por outro lado, setores como café, carne bovina e frutas devem ser fortemente impactados.
A nova tarifa entra em vigor em 6 de agosto e pode alterar a balança comercial brasileira, já que os EUA são o segundo principal destino das exportações do país, atrás apenas da China.
Posição do governo brasileiro
O ministro da Economia, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil não pretende retaliar os EUA. O aumento das tarifas dificulta a exportação de alimentos brasileiros e a busca por novos mercados internacionais.
O mapa divulgado detalha o grau de afetamento econômico entre as nações, destacando a diferença de impacto entre países como Brasil e Síria.